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Chilenos vão hoje às urnas decidir novo presidente; atual está no poder há 16 anos

Foto: Divulgação / Governo do Chile

Acontece neste domingo (21),  no Chile,  uma nova eleição para saber quem irá substituir o presidente Sebastián Piñera, já a 16 anos no poder. Sete candidatos disputam o posto do atual presidente que escapou de um impeachment, na semana passada. Os dois mais votados irão ao segundo turno, marcado para 19 de dezembro.

 

Com base em informações reveladas pelo Panama Papers, e de acordo com o que divulgou a Agência Brasil, Piñera era acusado de irregularidades na venda de um projeto de mineração em um negócio concretizado nas Ilhas Virgens Britânicas. Embora os deputados tenham aprovado o impeachment, o processo foi freado no Senado. A rejeição se deu apesar dos 24 votos favoráveis da oposição: eram necessários 29, ou seja, dois terços dos 43 senadores.

 

O país se prepara para a sucessão de Piñera, já que seu mandato chegará ao fim em março de 2022. As últimas pesquisas de intenção de voto apontam o ultraconservador José Antonio Kast e o jovem progressista Gabriel Boric como possíveis adversários no segundo turno.

 

"São candidatos que vêm por fora do sistema tradicional. São novos partidos e novos movimentos que vêm desafiar o sistema tradicional", ponderou Juan Pablo Luna, cientista político da Pontifícia Universidade Católica do Chile, durante debate online organizado pelo Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri) na última quarta-feira (17).

 

No Chile o voto é facultativo. A última eleição contou com cerca de 50% da população apta ao voto.  Desta  vez, os cadidatos são José Antonio Kast (Partido Republicano); Gabriel Boric (Convergência Social); Franco Parisi (Partido da Gente); Yasna Provoste (Partido Democrata Cristão); Sebastián Sichel (Independente); Marco Enriquez-Ominami (Partido Progressista) e Eduardo Artés (União Patriótica). 

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