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Polícia descarta relação da atividade profissional com a morte do soldado Wesley

Por Mari Leal / Mauricio Leiro

Foto: Reprodução / PM-BA

A Polícia Militar concluiu que a atividade executada pelo soldado Wesley Góes não teve relação com o óbito do militar (reveja aqui). Em coletiva nesta quinta-feira (21), foi apresentada a conclusão do Inquérito Policial Militar, com participação do corregedor geral da PM-BA, coronel César Magnavita, do oficial encarregado pelo IPM e corregedor adjunto da PM, tenente coronel Agnaldo Ceita, e dois representantes do Ministério Público que acompanharam as investigações.

 

Além disso, a linha inicial de investigação considerou que a ação poderia ser decorrente de ações desempenhadas no contexto da pandemia na unidade dele, que teria levado ele e outros policiais a nível de estresse – a tese inicial não foi confirmada. Colegas afirmaram que não houve ações gravosas.

 

Informações prestadas por familiares e colegas e um manuscrito do próprio soldado foram analisados. Como conduta social e familiar, a tese não prosperou como motivação. A família também disse que tinha vida familiar e financeira equilibrada. “O manuscrito do soldado onde relatava cenários futuros em relação a campanhas eleitorais, mas não trazia motivação suficiente para ações. Também levantado possibilidade ação de terceiros, que poderiam tê-lo induzido. Com laudos e quebras de sigilo não houve confirmação”, apontou o coronel Agnaldo Ceita.

 

"No dia anterior ao fato, familiares observaram mudança comportamental do soldado. Realizaram com ele uma atividade para minimizar a aflição. Relatam que o dia foi tranquilo.  No dia seguinte, de fato, ele chegou às 8h30 para o serviço e fez carga de armas que utilizada para o serviço. Assumiria por volta das 9h30, mas informou a policiais em serviço que necessitaria fazer deslocamento para resolver questão de ordem particular. Até às 11h30 não retornou e um coordenador de área de Itacaré passa a realizar diligência para tentar encontrá-lo, mas sem sucesso", acrescentou Ceita.

 

Logo após, se observou "ruptura do contato". "O último contato ocorreu por volta das 10h30 quando foi observado que não estava em Itacaré . O que levou o Esquadrão Águia a realizar perseguição foi uma movimentação perigosa que ele fez nas imediações do dique do Tororó, uma contramão de mais ou menos 200 metros quando preposta do Esquadrão Águia iniciou perseguição. Fez isolamento do local e contenção no Farol da Barra. Ao descer do veículo, o soldado iniciou disparos para o alto. A situação foi então comunicada ao comando, deslocando outras unidades. Imprevisibilidade da ação dele, ameaça a vida dele próprio, outros colegas em serviço e cidadãos que visitavam o local", comentou. 

 

As investigações foram acompanhadas por um grupo do MP-BA e um advogado indicado pela família que acompanhou todo o processo. A Polícia Militar revelou também que Wesley apresentava bons antecedentes e que, anteriormente, nunca tinha apresentado problemas.

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