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Reunião do governo com Fundação Cacique Cobra Coral irrita empresários 

Foto: Assembleia Legislativa de SP/Divulgação

O encontro entre o Ministério de Minas e Energia com a Fundação Cacique Cobra Coral não foi bem vista por representantes do setor empresarial que são favoráveis a implementação do horário de verão como benefício econômico e medida efetiva de resolução do problema energético no Brasil.

 

"Eles estão em um momento crítico. Não podem contar com a sorte. Não podem contar com a sorte de que vai ter um dilúvio, um tsunami de chuva no Brasil. Não vai. Ficaram tão fechados nesse mundinho deles da ideologia, agora estão indo para o lado esotérico. É o que restou para eles", disse Fabio Aguayo, diretor de uma das entidades que defende o horário de verão, a CNTur.

 

À coluna Painel, da Folha, Aguayo disse que o encontro do ministério com a Cobra Coral mostra que o governo está preocupado, mas que o ministro Bento Albuquerque é "intransigente e cabeça dura". 

 

Ele disse acreditar que o governo tem dificuldade em admitir a volta do regime de adiantamento de horas porque se trata de um debate com rumo ideológico comparável ao uso de cloroquina como tratamento precoce para a Covid-19.

 

Aguayo tem o apoio de associações de bares e restaurantes no pleito. As entidades acreditam que a medida promoveria alguma economia de energia e permitiria estender o funcionamento de atividades ligadas ao lazer e ajudaria os negócios mais afetados na pandemia.

 

O Ministério de Minas e Energia divulgou um comunicado neste domingo (17) negando que o encontro com a entidade esotérica foi requerido pela pasta. 

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