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CPI da Covid: Advogada de médicos afirma sofrer ataques da Prevent Senior

Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19 ouve, na manhã desta terça-feira (28), a advogada Bruna Morato, representante de ex-médicos da operadora Prevent Senior que denunciaram supostas irregularidades cometidas pela empresa no tratamento com Covid-19.

 

Aos senadores, Bruna disse que tem sofrido ataques por parte da empresa. "Nos últimos dias, ela [Prevent Senior] vem me atacando e sendo um tanto quanto rude nas suas colocações, tanto nas redes sociais como nos veículos de comunicação. Agradeço, porque seria difícil explicar a ideologia da empresa, mas fica claro quando a gente analisa os ataques infundados que a empresa vem fazendo contra a minha pessoa, explicar a constante política de opressão", disse.

 

Os profissionais desligados da empresa elaboraram um dossiê entregue à comissão com denúncias de uso indiscriminado, nos hospitais da empresa, de medicamentos - como cloroquina, hidroxicloroquina, azitromicina e ivermectina - sem comprovação de eficácia para o tratamento contra a Covid-19.

 

Conforme revelado no último dia 18, a empresa adotou o protocolo de administrar esses fármacos e passou dados para acompanhamento do governo federal (leia mais aqui). O padrão foi desenvolvido com a ajuda de ao menos um membro do "gabinete paralelo", que aconselhou Jair Bolsonaro durante a pandemia.

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