Em protesto, servidores da saúde cobram reajuste salarial da prefeitura de Salvador
Por Matheus Caldas
Com intuito de cobrar reajuste salarial por parte da prefeitura de Salvador, servidores da saúde realizaram uma manifestação na manhã desta quarta-feira (15), na Praça Municipal.
O ato foi realizado Sindseps, Sindacs, AASA e Aaces, entidades que representam a categoria. Os profissionais questionam a falta de cumprimento do pagamento do Piso Salarial Nacional. Além disso, os trabalhadores alegam que a gestão municipal descumpre também as exigências estabelecidas no Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos da saúde municipal. Nesta legislação existe a previsão de um avanço de nível salarial na ordem de 5,5% que até o momento não há previsão de pagamento desde o julho de 2019.
Para o coordenador-geral do Sindicato dos Servidores da Prefeitura de Salvador (Sindseps), Helivaldo Alcânatara, há falta de diálogo propositivo da prefeitura. "Sabemos da legislação que impede reajustes salariais, mas o que estamos cobrando são legislações anteriores que estão sendo descumpridas como por exemplo, o Piso Salarial dos agentes de saúde desde 2006 e o avanço de nível negados de forma irresponsável desde 2019. Os colegas agentes de saúde percebem menos que um salário mínimo como base de seus vencimentos. Isso é surreal e o pior, o prefeito usa a imprensa para justificar esses descumprimentos por conta da pandemia. Isso causa indignação total", reclamou.
De acordo com o presidente da Associação dos Agentes de Saúde da Bahia (AASA-BA), Ivando Antunes, a gestão municipal tem negado o diálogo com a categoria "Temos mobilizado os colegas contra essa realidade de receber menos que um salário mínimo como base salarial. O prefeito descumpre leis federais e municipais sem que os órgãos investigativos ou a Câmara Municipal tomem providências. Trouxemos a mobilização às ruas e não descartamos paralisar nossas atividades nos próximos dias. A decisão da categoria será soberana", disse.
Ao final da assembleia, os trabalhadores seguiram em passeata pelo Centro, onde decidiram por uma nova assembleia com indicativo de paralisação.
