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Inflação de agosto na RMS é identificada em 8 dos 9 grupos e é puxada pelos alimentos

Foto: Agência Brasil

Em agosto, oito dos nove grupos de produtos e serviços que compõem o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) apresentaram altas, na Região Metropolitana de Salvador. O indicador é a medida oficial da inflação e, de acordo com o cálculo do IBGE, ficou em 0,70% na Região Metropolitana de Salvador (RMS).

 

Apenas o grupo habitação (-0,10%) teve deflação no mês, influenciado, sobretudo pelo aluguel (-1,16%) e pela energia elétrica (-0,32%), que mostrou recuo após aumentar seguidamente desde abril, acumulando alta de 9,78% no ano de 2021. 

 

O IBGE destaca que os alimentos voltaram a ser a principal pressão inflacionária na Região Metropolitana de Salvador em agosto, com alta de 1,02%. Foram puxados pelos produtos consumidos em casa (1,41%), sobretudo leite e derivados (3,96%), com o leite longa vida subindo 5,38%; aves e ovos (2,89%); panificados (pães em geral, com 1,90%); e o café moído (7,87%).

 

O aumento médio das despesas com transporte (0,60%) exerceu a segunda maior pressão de alta no custo de vida em agosto na RMS. O grupo foi puxado pelos carros novos (3,33%) e usados (2,03%). A gasolina também seguiu em alta (0,39%), embora desacelerando em relação a meses anteriores. No ano de 2021, já acumula aumento de 33,65%, o segundo mais intenso entre as centenas de itens pesquisados para formar o índice de inflação.

 

O grupo vestuário (2,16%) também teve aumento importante em agosto na RMS, e deu a terceira principal contribuição para a elevação do IPCA no mês. Foi puxado pelas roupas femininas (2,79%), masculinas (2,20%) e pelo calçados e acessórios (2,06%).

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