Forças sindicais assinam nota por impeachment de Bolsonaro em convocam para ato
Após os atos com pautas antidemocráticas realizados no dia 7 de Setembro e os discursos inflamados do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), forças sindicais filiadas à Força Sindical, presidida pelo deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade), assinaram coletivamente uma nota pública em que apontam o impeachment do chefe do Executivo como a “decisão” do momento, pois “Bolsonaro já ultrapassou todos os limites”.
“Os discursos do presidente soam como confissão: agitar contra a democracia e o Supremo Tribunal Federal é crime tipificado na Constituição da República Federativa do Brasil – crime de responsabilidade, no qual ele deve ser enquadrado imediatamente, abrindo-se o processo de impeachment. A Câmara dos Deputados, o Senado Federal, a Procuradoria Geral da República e o Supremo Tribunal Federal têm a obrigação de cumprir com seu papel constitucional e implementar o processo de impedimento, sem tergiversações”, diz o docmento.
E acrescenta: “Não ouvimos do presidente nenhuma palavra para aliviar a situação grave do emprego, do preço da carne e, principalmente, da cesta básica, dos aumentos da energia elétrica e dos combustíveis, dos baixos salários, ou seja, nada que interesse à população e aos trabalhadores ou que aponte para um projeto para o pais. Seu único interesse é permanecer aferrado ao poder mesmo que isso signifique romper a legalidade democrática, visto que é cada vez mais evidente seu isolamento político e a perda de apoio popular, em suma, seu projeto de reeleição escorre entre os dedos”.
Por fim, as centrais convocam para a manifestação programada para o próximo domingo (12), na Avenida Paulista, em São Paulo, cuja pauta única é o impeachment de Bolsonaro.
“Conclamamos todos os setores políticos democráticos, as organizações representativas da sociedade civil, o mundo da ciência e da cultura, os trabalhadores e suas entidades sindicais a cerrar fileiras em defesa da democracia e das instituições da República. A maioria da população tem pronunciado que não aceita os ataques do presidente às instituições constituídas.”
