Fundac atribui número de casos Covid-19 no sistema socioeducativo à alta testagem na BA
A Bahia é um dos estados que mais investem em testagem para Covid-19 no sistema prisional e socioeducativo, o que faz com que os números de casos confirmados sejam maiores do que os outras regiões. É o que defende a Fundação da Criança e do Adolescente (Fundac), em resposta aos dados que foram divulgados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) (leia mais aqui), sobre o número de casos e óbitos registrados no setor.
Segundo o órgão da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social, há um "monitoramento intenso relacionado aos educandos, sobretudo os recém-chegados que ficam em observação até afastar qualquer possibilidade de contágio pelo vírus".
Em nota enviada ao Bahia Notícias, a Fundac também afirma que outras medidas como testagens em massa são realizadas, além de articulações para inclusão dos socioeducadores na lista de prioridade para vacinação.
O relatório do Conselho Nacional de Justiça aponta que o estado é o quinto em número de testes realizados, atrás de São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, e Rio Grande do Sul.
Os dados divulgados na última quarta-feira (28) também colocam a Bahia como o quinto estado do Brasil com maior números de casos Covid entre os adolescentes privados de liberdade. Os servidores do sistema socioeducativo somaram 449 casos, com seis mortes registradas.
Segundo levantamento da Fundac, no entanto, foram notificados 472 casos de colaboradores positivados. O órgão afirma que 1.276 testes foram realizados desde o início da pandemia em adolescentes e jovens e confirma os 125 casos divulgados pelo CNJ para esse público.
A Fundac explica que em 2020 havia um total de 526 educandos e, no dia da divulgação dos dados, apenas 240. Segundo a fundação, o fato de o número total de testes passar de 1.200 mostra que eles foram feitos mais de uma vez em uma mesma pessoa, com a finalidade de descartar suspeitas de infecções.
Por fim, o órgão justifica que os números do CNJ correspondem ao somatório dos casos do ano passado até o mês de julho deste ano, condição que eleva a Bahia para colocação superior a outras regiões com histórico de subnotificação.
