Pelegrino diz que distritão 'mata os partidos e distorce a vontade do eleitor'
Por Jade Coelho / Gabriel Lopes
Em meio à discussão sobre uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que busca alterar as regras para a escolha de deputados federais, estaduais e vereadores, o chamado "distritão", o deputado federal licenciado e atual secretário de Desenvolvimento Urbano da Bahia, Nelson Pelegrino (PT), acredita que a mudança "mata os partidos".
"Sou contrário ao distritão, ele mata os partidos, acaba com a representação partidária, distorce a vontade do eleitor. Você tem 39 deputados na bancada da Bahia, cada um foi eleito com voto de um eleitor que se identificou com o candidato e com o partido. Aquele candidato morre ou deixa de ser deputado, o suplente dele não é o suplente do partido. É o suplente daquele que não se elegeu", disse Pelegrino na manhã desta quarta-feira (21), durante entrega de 21 unidades habitacionais em Paraíso Azul I, no bairro de Costa Azul, em Salvador.
"Quando começa a fazer puxadinhos e arranjos, vai cada vez ficando pior. Esse distritão é um voto que elimina a representação proporcional. É uma tentativa de eliminar a representação, que não estão nem aí para o voto da opinião pública", acrescentou o secretário.
O DISTRITÃO
De acordo com o texto que está em discussão no Congresso Nacional, o objetivo é acabar com o sistema proporcional, atualmente utilizado para eleger os parlamentares. A ideia é implementar, já no ano que vem, o modelo do distritão, que funcionaria como um sistema majoritário aplicado nas eleições para presidente, governadores, senadores e prefeitos.
Segundo a proposta, seriam eleitos deputados aqueles que recebessem mais votos, independente do desempenho do partido ao qual são filiados.
