Manifestantes já se concentram no Campo Grande para ato contra Bolsonaro
Por Gabriel Lopes / Mari Leal
Representações sindicais, da sociedade civil organizada, de entidades de classe, militantes partidários, estudantis e políticos já se concentram na praça do Campo Grande, em Salvador, de onde seguirão em direção para a Barra, para o ato em favor do impeachment do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido). Além das pautas diversas e que dialogam com as respectivas categorias, o grupo converge em questionamentos relacionados à condução da pandemia da Covid-19. A mobilização em Salvador é parte de uma ação nacional, proposta pelo Comitê Nacional Fora Bolsonaro.
Jailson Laje, que integra a SSP com Lutas e o Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário Federal (Sindjufe-BA), enfatiza que o movimento pede a saída do presidente da República, assim como seu vice, Hamilton Mourão (PRTB).

Foto: Gabriel Lopes/Bahia Notícias
“Não podemos esperar até 2022. Temos que tirá-lo agora para poder barrar as reformas e garantir vacina para todos e um auxílio emergencial de um salário mínimo até que a pandemia acabe, além de fortalecer o “superpedido” de impeachment”.
Diretor do Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos na Bahia (Sincotelba), Adailton Fiuza, destaca o movimento da categoria contra a privatização. Tramita na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 591/21, que tramita em regime de urgência no Congresso Nacional e prevê a desestatização da empresa.

Foto: Gabriel Lopes/Bahia Notícias
“São inúmeros empregos que vão ser perdidos. A população vai perder bastante, a exemplo das empresas que já foram privatizadas, a agente sabe que não melhorou em nada. Não teve progresso nenhum. Uma empresa como os Correios, que está em mais de 5 mil municípios. Precisamos alerta a população que os Correios não é só entrega de encomendas, para isso tem diversas empresas. Nosso monopólio é carta, mas entregamos remédios, livros didáticos, as urnas. A gente não vê uma lógica de privatização dos Correios. Uma empresa que dá lucro, mesmo com déficit de funcionários, e o governo alega que está dando prejuízo”, diz Adailton.
