Vilma Reis diz que mulheres negras 'são barreiras sanitárias das comunidades'
Por Francis Juliano / Jade Coelho
A socióloga Vilma Reis e o coletivo de mulheres negras Mahin foram às ruas neste sábado (29), em Salvador, para protestar por vacina, renda básica, liberdade, democracia, e contra a condução do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) da crise sanitária do coronavírus. Para Vilma, que é uma militante histórica do PT, “o governo conspirou contra compra de vacina e deixou o país nessa situação”.
“Não houve qualquer coordenação nacional em relação a pandemia para proteger sociedade brasileira”, analisou a socióloga, que no ano passado foi um dos nomes cotados para concorrer à prefeitura de Salvador pelo PT.
Vilma Reis destacou o papel e a carga que ficou sobre os ombros das mulheres negras durante a crise sanitária. “Nós estamos segurando essa pandemia, somos a barreira sanitária para segurar a pandemia nas nossas comunidades, porque todos os mecanismos de proteção a gente mesmo tá tendo que fazer”, disse.
“São mulheres, dia e noite, nas máquinas de costura para fazer máscaras para que outras outros possam sair e ganhar o pão pegando ônibus cheio”, afirmou Vilma.
A militante também fez críticas a desigualdade social e desemprego, que atinge, sobretudo, as mulheres pretas. “Muitas mulheres negras não conseguiram renda básica. O desemprego é brutal, é uma das faces da violência racial e nós somos as últimas a conseguir emprego e as primeiras a serem demitidas, nesse momento e que brasil tem 14,8 milhões de desempregados, estamos numa situação muito difícil”, argumentou.
