Após caso de Covid-19, professores mostram preocupação com protocolos nas escolas
Por Gabriel Lopes
Professores e funcionários de dois colégios de Salvador reclamam terem sido expostos a pessoas contaminadas pelo coronavírus e criticam a falta de cautela das instituições após uma professora testar positivo para Covid-19.
Segundo relatado ao Bahia Notícias, uma profissional que trabalha no Salesiano Dom Bosco e no Marista teve contato com o quadro docente e com funcionários, mas as escolas não teriam adotado medidas sanitárias para evitar a disseminação do vírus.
O grupo de professores, que preferiu não se identificar, alega, ainda, que o caso não foi divulgado para os demais funcionários.
Procurado pelo Bahia Notícias, o colégio Marista confirma que um integrante do seu quadro funcional educativo testou positivo para Covid-19. A instituição, no entanto, nega a falta de cuidados sanitários e informa que as aulas no regime presencial foram suspensas por dez dias.
"A professora da respectiva turma lecionou pela última vez no Colégio na sexta (21). Tendo informado à Instituição sobre o exame positivo na terça (25). A profissional e a auxiliar de classe da turma com aulas suspensas já cumpriam afastamento por medida de segurança desde segunda (24). O colégio fez contato com os educadores e outros colaboradores, que possivelmente tiveram contato com as profissionais, e os alertou sobre a importância da avaliação de possíveis sintomas tendo recomendado a realização de teste para a Covid-19", diz nota enviada pelo Marista.
O colégio Salesiano Dom Bosco também confirmou o caso. Segundo a escola, "após tomar conhecimento do fato, realizou todas as medidas preventivas seguindo o protocolo de biossegurança da Instituição, realizado com a supervisão do médico infectologista, Dr. Thiago Cavalcanti".
VOLTA ÀS AULAS E NOVA SUSPENSÃO
Em Salvador, as aulas presenciais foram retomadas no dia 3 de maio. Funcionando em regime híbrido, algumas instituições suspenderam atividades presenciais em turmas que registraram casos de Covid-19 (leia mais aqui e aqui).
Nesta semana, os professores da educação básica na rede particular de ensino da Bahia decidiram manter o indicativo de greve e o não retorno às atividades semipresenciais (leia mais aqui).
A decisão foi anunciada pelo Sindicato dos Professores no Estado (Sinpro-BA), que espera que o governo da Bahia e a prefeitura de Salvador suspendam o modelo no estado (leia mais aqui).
Segundo o coordenador-geral da entidade, Alysson Mustafá, o entendimento é que Rui Costa (PT) e Bruno Reis (DEM) vêm manifestando preocupação com os índices de infecção da Covid-19 na capital baiana. E que, por isto, o Sinpro-BA crê que ambos determinarão a revogação das atividades semipresenciais na educação baiana.
