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'Não temos locais, equipamentos, insumos e equipe'; SSA não pode evitar colapso, diz Reis

Por Jade Coelho

Foto: Jade Coelho/Bahia Notícias

Caso Salvador continue registrando uma nova escalada nos dados da pandemia, um colapso no sistema de saúde não poderá ser evitado pelas gestões municipais e estadual, admitiu o prefeito da cidade, Bruno Reis (DEM), nesta segunda-feira (24).

 

Segundo Bruno, o estado e o município já ampliaram o máximo que podiam o número de leitos na cidade. A única alternativa na opinião do prefeito é o isolamento social.

 

“Não temos locais, equipamentos, insumos e equipe, já ampliamos de forma expressiva. Resta o que? Isolamento social”, afirmou durante coletiva virtual nesta segunda para apresentar dados da pandemia na cidade.

 

Bruno reconheceu que o alerta está ligado e a prefeitura tem observado de perto os indicadores. “Se os números crescerem a partir de agora da maneira que cresceram na primeira onda, dificilmente evitaremos colapso, já estamos no limite máximo de abertura de novos leitos, não há o que fazer a mais”, alertou o prefeito de Salvador.

 

O gestor destacou que atualmente a cidade tem observado aumento na demanda por leitos clínicos Covid-19, e que isso significa que as pessoas tem procurado o serviço de saúde nos primeiros sintomas da doença. Mas acrescentou que o mesmo ocorreu antes da primeira e da segunda onda de contaminações. “Primeiro demanda maior por casos leitos e atendimentos clínicos, e depois de UTI”, frisou.

 

A cidade começou o dia nesta segunda com 42 pessoas aguardando leitos de enfermaria e nove por vagas em UTI Covid.  A ocupação de leitos clínicos começou o dia em 76% e os de UTI 79%.

 

Quanto às mortes pela doença, o prefeito sinalizou que ainda estão dentro da média, mas que também é normal uma espécie de atraso em relação ao agravamento e o aumento nas mortes. “Os óbitos vem caindo, é normal, sempre tem delay, quando a pandemia se agrava, com tempo começa aumentar número de óbitos”, argumentou.

 

O novo crescimento nos indicadores ainda não é visto pela gestão de Salvador como uma terceira onda. O prefeito admite a possibilidade, mas também sinaliza que pode se tratar de recrudescimento da segunda onda.

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