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Wajngarten diz acreditar que Bolsonaro quer ser último brasileiro a ser imunizado

Por Ailma Teixeira

Foto: Reprodução/ YouTube

Ao depor na CPI da Pandemia, nesta quarta-feira (12), o ex-secretário especial de Comunicação do governo federal, Fábio Wajngarten, defendeu a postura do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Segundo ele, as inúmeras declarações contra a vacina feitas pelo chefe do Executivo não possuem fundo negacionista. "Eu convivi com o presidente muito tempo, muito próximo. Eu imagino que [a intenção] seja ele aguardar o último brasileiro ser vacinado e tomar junto", afirmou, em resposta a um questionamento do senador Renan Calheiros (MDB-AL), relator da CPI.

 

Como ele próprio lembrou, Wajngarten foi uma das primeiras figuras públicas a ser infectada pelo novo coronavírus no Brasil. Foi ele o caso número um identificado na comitiva brasileira que viajou aos Estados Unidos, em março do ano passado, e culminou em dezenas de casos positivos entre membros do governo e assessores (lembre aqui).

 

Assim, em todo o depoimento, o ex-secretário defendeu os protocolos sanitários e as vacinas disponíveis, mas minimizou a atuação do presidente em sentido contrário.

 

Por exemplo, quando o relator quis saber como ele avaliava o impacto das declarações antivacina do presidente, Wajngarten tentou se esquivar e disse que não havia como mensurar isso, já que a população recebe diversos tipos de informação pelos mais variados meios. "Eu não sei qual o alcance de uma fala presidencial", resumiu. Neste momento, o ex-secretário comparou a forma jocosa com que o presidente tratou o assunto, a exemplo do episódio em que sugeriu que uma pessoa imunizada poderia virar jacaré, às análises das vacinas feitas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que já suspendeu o prazo de autorização de imunizantes por falta de documentos.

 

SÉRIE DE DEPOIMENTOS

Fábio Wajngarten é o quinto a depor na CPI da Pandemia, que visa apurar as ações e omissões do governo federal no combate à Covid-19 (saiba mais aqui). Antes dele, os senadores colheram depoimentos dos ex-ministros da Saúde, Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich, do atual ministro Marcelo Queiroga e do diretor-presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres. O depoimento do general Eduardo Pazuello, o mais esperado, está previsto para o dia 19.

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