Mãe de Isabella Nardoni envia mensagem ao pai de Henry, que diz: 'Estou no fundo do poço'
O pai do menino Henry Borel Medeiros, foi procurado pela administradora Ana Carolina Oliveira, mãe de Isabela Nardoni. Através do WhatsApp, ela lhe prestou solidariedade pela morte do filho Henry, e lhe enviou mensagens de força e fé. O engenheiro disse que ela "escreveu coisas lindas".
Segundo o Globo, o contato foi feito na última sexta-feira (9), antes da professora Monique Medeiros da Costa e Silva ter sido presa ao lado do namorado, o médico e vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho (sem partido).
Na manhã desta terça-feira (13), Leniel fez um difícil desabafo sobre a perda do filho. Em uma rede social, o engenheiro Leniel Borel de Almeida afirmou que "cada dia chega mais ao fundo do poço" e que as últimas notícias sobre o caso "têm acabado com ele". Na publicação, o engenheiro postou uma imagem do filho sorridente, fantasiado na escola.
"Filhinho, sempre lembraremos de você sorrindo, da sua alegria contagiante e sua personificação de amor. Você sempre será a razão da minha felicidade, meu melhor amigo. As últimas notícias acabaram comigo, cada dia chego mais ao fundo do poço, já não sei se aguento mais. Deus, que a sua justiça seja feita! Por favor, receba meu anjo em teus braços. Ajude-nos a acabar com a violência contra crianças. Em breve estaremos juntos com o Senhor, em um lugar que nunca mais haverá morte, nem dor e sofrimento e toda lagrima será enxugada. Apocalipse 21:1-4", escreveu no Instagram.
Há exatos 13 anos, a menina Isabella Nardoni, então com 5 anos, foi agredida e arremessada da janela do sexto andar do Edifício London, na Zona Norte de São Paulo, no dia 29 de março de 2008. O pai, Alexandre Nardoni, e a madrasta, Anna Carolina Jatobá, foram condenados pelos crimes de homicídio triplamente qualificado e fraude processual em 27 de março de 2010.
Segundo as investigações, a menina foi asfixiada por Anna Carolina e jogada por Alexandre do apartamento onde morava o casal. Os dois sempre negaram o crime. Nardoni foi condenado a 31 anos e um mês de reclusão e 24 dias-multa, e Jatobá, a 26 anos e oito meses de reclusão e 24 dias-multa.
