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Pazuello está aquém das expectativas, mas não é hora de troca na Saúde, avalia Bruno Reis

Por Bruno Luiz

Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

Questionado sobre as articulações para substituição do general Eduardo Pazuello, o prefeito de Salvador, Bruno Reis (DEM), avaliou que este não é o melhor momento para trocar no Ministério da Saúde, mas ponderou que o ministro não tem “correspondido às expectativas” no combate à pandemia. 

 

Para o prefeito, o novo titular da pasta precisaria de um tempo para entender a dinâmica complexa do Sistema Único de Saúde (SUS), o que pode prejudicar a resposta do ministério em um momento em que a pandemia se agrava em todo o país. 

 

“Mas é fato que o ministro não corresponde às expectativas de combate à pandemia. Acho que o governo deve agora habilitar novos leitos, a maior quantidade possível, para ajudar estados e municípios, e investir na compra de vacinas. Fazer esforço internacional para comprar vacinas e garantir o envio de insumos para produção de vacinas pelo Instituto Butantan e a Fiocruz”, recomendou, em entrevista coletiva durante o lançamento da Operação Chuva 2021.

 

Segundo reportagem do jornal O Globo, Pazuello pediu demissão do cargo, alegando que precisa se tratar de problemas de saúde (leia aqui). Em nota enviada à imprensa na tarde deste domingo (14), entretanto, o ministro negou que estivesse doente e disse que permanece na pasta até o presidente Jair Bolsonaro resolver fazer a troca (veja aqui). 

 

Neste domingo, o presidente e Pazuello se reuniram em Brasília, por cerca de três horas, com a médica cardiologista Ludhmila Hajjar, cotada para assumir o lugar do ministro. Ela, entretanto, não deve aceitar o cargo por não chegar a um consenso com Bolsonaro sobre medidas de combate à pandemia - Ludhmila é crítica de medicamentos como a cloroquina e defende o isolamento social, ao contrário do presidente. Entusiastas do nome da médica para o ministério, políticos do Centrão tentam convencê-la a assumir a cadeira. 

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