Bolsonaro diz que tomou 'várias medidas' contra a pandemia e condena 'lockdown'
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse que vem tomando atitudes contra a Covid-19 desde o início da pandemia. O presidente participou de uma transmissão em suas redes sociais, nesta quinta-feira (11), ao lado do médico Marcelo Morales.
"Várias medidas foram tomadas. Em junho foi assinado o primeiro acordo com a Oxford. Tinha um cara [Dória] que disse que a vacina ia ser obrigatória. Em agosto de 2020, abrimos crédito para contratar 10 milhões de vacina da Fiocruz. Em dezembro assinei uma medida provisória para que pudéssemos contratar vacinas. Falam da Pfizer. Você que critica leu o contrato? São cláusulas leoninas. Usei uma figura, falei em jacaré, e os maldosos... o duro é se transformar em operário da Globo ou da Folha de São Paulo. Falam de Israel que vacinou boa parte. Você sabe a população de pessoas. Já vacinamos todos os idosos acima de de 85 anos. Esqueçam minha mãe. Um funcionário rasgou o cartão de minha mãe só para aplicar a vacina do Butantan. Passou pela Anvisa ela toma", comentou.
Bolsonaro também teceu críticas aos que questionam o seu governo. "Ele é anti-vacina. Espero alguém mostrar um áudio ou vídeo que disse que era uma gripezinha. O presidiário disse que era para procurar meu ministro Marcos Pontes para dizer que a terra é redonda. Essas críticas baratas não procedem", disse.
Buscamos um protocolo para a vacina brasileira, é a vacina do Marcos Pontes. Vamos ter que aprender a conviver com esse vírus. O Brasil fabrica vacina no mundo. Queremos ter a vacina nossa. Ainda em Israel temos que buscar, que mesmo vacinado, tem que ter um medicamento".
Já o médico Marcelo Morales, que foi até Israel na comitiva para analisar medidas contra o novo coronavírus reforçou que acompanhou as medidas promovidas pelo governo federal." Desde fevereiro de 2020 temos uma comissão de especialistas para avaliar as medidas. Temos subgrupo de vacinas. Temos redes e levamos na bagagem para cooperar com os israelenses", revelou.
"Temos cooperação com o Japão, Coreia e vários países. Israel está desenvolvendo uma vacina, no mesmo estágio que a nossa. Levamos a interlocução. O desenvolvimento do spray está no inicio. Avaliamos e vimos que temos institutos que podem desenvolver juntamente com os israelenses", disse o médico.
LOCKDOWN NO BRASIL
Bolsonaro também criticou as medidas tomadas pelos estados e municípios. "Estamos assistindo uma onda de lockdown. Tem 20 governadores que se juntaram. A mais importante dessas medidas. Mandamos recursos para todo o Brasil. Muitos governadores colocaram até folha de pagamento em dia. O lockdown tem uma vítima que são os empregos. Junto com isso, vem depressão. Abuso contra crianças. Conflitos familiares, brigas por guardas. Abandono", disse.
"Ninguém quer morte. O efeito direto do lockdown é o desemprego. Vemos a truculência de autoridades estaduais quando vê alguém numa praça. O coitado que vende frutas. Prisão. Em Brasília, foi decidido que ninguém pode sair e toma multa. É estado de sítio e isso compete apenas a mim. E ainda preciso do Congresso. E é o que o governador do Distrito Federal está fazendo", comentou o presidente.
O chefe do executivo ressaltou que "todos os govenadores do PT fizeram lockdown". "Se está o Haddad aqui ou o Ciro, estaríamos fechado igual a Argentina. Usam o vírus para lhe oprimir e lhe quebrar. Vejo governadores me culpando pelo desemprego. Entendo que o vírus mata. Temos que fazer todo o possível", acrescentou.
