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Para Guedes, PEC emergencial é 'compromisso com a saúde e com a responsabilidade fiscal'

Foto: Agência Brasil

Em entrevista coletiva nesta sexta-feira (5), o ministro da Economia, Paulo Guedes, defendeu a PEC emergencial, que tramitará a partir da próxima semana já na Câmara dos Deputados. Segundo o ministro, a proposta é um “compromisso com a saúde e ao mesmo tempo um compromisso com a responsabilidade fiscal”.

 

Guedes ainda aproveitou para comentar o desempenho do Brasil no ano passado, quando se evidenciou uma queda de 4,1% no Produto Interno Bruto (PIB) e afirmou que sem vacinação em massa, a economia não se sustenta.

 

“Então agora é acelerar a vacinação em massa, aprovar as reformas, como disse o deputado Daniel Freitas, relator dessa PEC fiscal, a coisa está relativamente bem encaminhada porque não tem nada novo no Congresso”, disse o ministro.

 

Guedes voltou a dizer que após o auxílio emergencial, será necessário ampliar o programa Bolsa Família a partir da fusão de programas sociais existentes hoje. Em 2020, esse plano foi vetado por Bolsonaro.

 

"Temos que reforçar os programas sociais que colocam dinheiro no bolso dos mais pobres, e não esse enorme aparelho estatal, daí eu achar que o compromisso com a agenda liberal continua", disse o ministro.

 

Questionado pelos repórteres, Guedes saiu em defesa do presidente Jair Bolsonaro. Nesta quinta-feira (4), Bolsonaro disse: “Nós temos que enfrentar os nossos problemas, chega de frescura e de mimimi. Vão ficar chorando até quando? Temos de enfrentar os problemas. Respeitar, obviamente, os mais idosos, aqueles que têm doenças, comorbidades, mas onde vai parar o Brasil se nós pararmos?”. 

 

Para o ministro da Economia, “por infelicidade” Bolsonaro não deixou claro o problema da saúde e da vacinação.

 

“Nós não podemos deixar a economia se desorganizar, é muito importante isso. Essa mensagem que o tempo inteiro o presidente tem tentado passar também que, talvez, por infelicidade, não deixou claro o problema da saúde, da vacinação em massa, mas a agonia dele com a economia é a seguinte: se você der o auxílio, chegar lá, a prateleira estiver vazia, todo mundo com dinheiro na mão, a inflação, falta de alimentos… Então temos que manter os sinais vitais da economia funcionando, como fizemos no passado”, afirmou.

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