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Defensor do eletroterapia é nomeado para área de saúde mental do Ministério da Saúde

Nomeação é assinada pelo ministro Eduardo Pazuelo | Foto: Sérgio LIma/Poder360

Um psiquiatra defensor do tratamento com eletroterapia foi nomeado pelo Ministério da Saúde para o cargo de coordenador-geral de Saúde Mental, Álcool e outras Drogas do Departamento de Ações Programáticas Estratégicas, da Secretaria de Atenção Primária à Saúde.

 

A nomeação de Rafael Bernardo Ribeiro foi assinada pelo ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, em edição do Diário Oficial nesta quinta (18).

 

De acordo com a Folha de S. Paulo, consta em seu currículo que o médico já foi consultor do Ministério da Saúde de novembro de 2018 a dezembro de 2019. Além disso, foi coordenador adjunto na Coordenação-Geral de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas da pasta de novembro de 2017 a julho de 2018.

 

Em uma entrevista feita ao Canal da Psiquiatria, em 2013, o médico chegou a dizer que a eletroterapia havia virado o seu mantra. “A eletroconvulsoterapia é um tratamento utilizado na medicina desde 1938, ele persiste justamente por ser muito bom. Tem uma resposta na ordem de 90%, o paciente tem algum benefício em 9 a cada 10 casos tratados."

 

Segundo o médico, o procedimento deve ser realizado em casos mais graves. “São justamente em casos mais graves que não tem nenhuma resposta a nenhum medicamento em geral em mais de três, quatro, cinco tentativas combinadas ou não”, disse.

 

O CFM (Conselho Federal de Medicina) regula o uso da eletroconvulsoterapia desde 2002 no país. O método é indicado em quadros de depressão grave, risco de suicídio iminente, transtorno bipolar, forma catatônica da esquizofrenia, casos em que o paciente não responde às medicações ou não pode ingeri-las.

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