Ex-ministro da Saúde, Ricardo Barros diz que Pazuello 'faz o possível' na pandemia
Por Bruno Luiz
Ex-ministro da Saúde no governo Temer, o deputado federal Ricardo Barros (PP-PR) saiu em defesa do atual titular da pasta, general Eduardo Pazuello, que recebe críticas pelo trabalho no combate à pandemia de Covid-19.
Para Barros, que é líder do governo Bolsonaro na Câmara dos Deputados, o general “faz o possível” à frente do ministério. “Eu considero que o general Pazuello faz o trabalho possível neste momento, que não é de normalidade. Temos dificuldade na condução deste momento, mas ele faz possível para que possamos atravessar esse momento”, afirmou o parlamentar, em entrevista ao “Isso é Bahia”, programa da rádio A TARDE FM em parceria com o Bahia Notícias.
Pazuello tem recebido críticas pela lentidão no andamento da campanha de vacinação contra Covid-19 no país. Por causa da falta de doses, capitais como Salvador e Rio de Janeiro suspenderam a aplicação da primeira dose do imunizante, enquanto esperam novos lotes chegarem. Nesta terça-feira (16), a Confederação Nacional dos Municípios (CNM) emitiu nota em que disse ser "necessária, urgente e inevitável" a troca do ministro, diante desse cenário.
Na avaliação de Barros, no entanto, o problema está na falta de vacinas. “Temos milhões de doses adquiridas que estão em programação para entrega. O Brasil tem 38 mil salas de vacinação, então somos muito rápidos e eficientes em aplicar a vacina. O Brasil começou a vacinar depois de muitos países e já estamos em quinto lugar no mundo no número de pessoas vacinadas. Então o Brasil tem muita habilidade na vacinação, mas faltam vacinas, estamos limitados a duas opções de vacinas e isso, naturalmente, limita a velocidade da vacinação.” Ele pediu também que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tenha mais rapidez na liberação do uso emergencial de outras vacinas no país.
CARGOS PARA O CENTRÃO
Barros negou que o Centrão, grupo que ele representa, tenha negociado cargos no governo em troca de apoio a Bolsonaro no Congresso. Segundo ele, este assunto, assim como um possível impeachment do presidente, são retóricas da “mídia e da população”.
“Não houve troca de cargos, a única troca que aconteceu foi de um cargo que estava vago desde o ano passado. Não teve reforma ministerial, apenas ocupou-se uma vaga, com a troca do ministro Onyx Lorenzoni por João Roma”, defendeu.
