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Para Barroso, eventuais 'excessos' na Lava Jato não podem tirar foco do combate à corrupção

Foto: Sérgio Lima/ Poder360

Defensor da Operação Lava Jato, o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse que eventuais "excessos" da operação, revelados pelas trocas de mensagens entre integrantes da força-tarefa, não podem ser usados para "destruir tudo o que foi feito" por ela. Na avaliação dele, os diálogos hackeados não podem ser usados para "desviar o foco" do combate à corrupção.

 

As declarações foram dadas em entrevista ao historiador Marco Antonio Villa, no sábado (13), e reproduzidas pelo jornal O Estado de S. Paulo nesta terça-feira (16).

 

“Claro que se tiver havido um excesso ou erro, ele tem que ser objeto de reflexão, mas é preciso não perder o foco. O problema não é ter havido um exagero aqui e ali, o problema é esta corrupção estrutural, sistêmica e institucionalizada que não começou com uma pessoa, um governo ou um partido. Veio num processo acumulativo que um dia transbordou”, defendeu Barroso.

 

Para ele, o Brasil sofre uma "tentativa de sequestrar a narrativa como se isso [a corrupção] não tivesse acontecido". Como exemplo da corrupção exposta pela Lava Jato, o ministro citou o caso do "bunker" de R$ 51 milhões, atribuído ao ex-ministro baiano Geddel Vieira Lima (MDB) e o vídeo do ex-assessor do ex-presidente Michel Temer (MDB), Rodrigo Rocha Loures, correndo com uma mala da propina (saiba mais aqui e aqui).

 

A publicação lembrou que Barroso tem posição extremamente diferente de seu colega, o também ministro do STF, Gilmar Mendes. Em entrevista ao UOL na semana passada, Mendes classificou a operação como um "esquadrão da morte" (veja aqui).

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