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Para ministro, Moro era chefe da Lava Jato e operação vivia 'descolamento institucional'

Foto: Sérgio Lima/ Poder360

Favorável ao fim da operação Lava Jato, decretado nesta semana, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, fez novas críticas ao ex-ministro da Segurança Pública e ex-juiz federal Sergio Moro. Moro foi titular da 13ª Vara Federal de Curitiba e, no cargo, juiz responsável pelo julgamento dos processos da operação em primeira instância.

 

Ele deixou o posto para ser ministro da Justiça no governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), com quem rompeu no ano passado. Mas antes disso, o site The Intercept Brasil fez uma série de matérias, em parceria com outros veículos, tendo como fonte mensagens trocadas entre Moro e os procuradores da força-tarefa da operação. As conversas - confirmadas pela operação Spoofing, que mais tarde pretendeu hackers que invadiram celulares de autoridades - mostravam a influência que Moro exercia no grupo do Ministério Público Federal (MPF).

 

Segundo o portal UOL, o ministro Gilmar Mendes citou essas mensagens para dizer que a Lava Jato até "tem méritos de combater corrupção", mas estava passando por um processo de "descolamento institucional". "Todos os fatos revelados indicam que a Lava Jato estava em outra estratosfera, sequer pertencia à Procuradoria-Geral da República. Você não via ninguém ali. Não via presença de um corregedor", disse o magistrado do STF à CNN Brasil.

 

"Quem é o chefe da Lava Jato, segundo os diálogos vazados? É o Moro, a quem chamam de russo. Dizem que seguem código penal da Rússia. É um descolamento institucional", acrescentou.

 

Na avaliação de Mendes, os agentes públicos da Lava Jato eram "transgressores da lei". Portanto, a inclusão da operação no Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) seria a solução ideal para acabar com essa ruptura.

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