ALIANÇA QUEBRADA
Em sua coluna diária publicada no jornal A Tarde, Samuel Celestino comenta o fim da aliança entre PT e PMDB em Salvador. O jornalista faz uma analise histórica recente da fragmentação da união desde a eleição de Jaques Wagner para o governo da Bahia, e o esforço do petista em manter os dois partidos unidos mesmo com a saída do PT para lançar candidato próprio ao pleito, culminando com a fala do prefeito em que afirma que a presença do PT no governo municipal o prejudicou. “É fato, prejudicou, sim. Sua coalizão em que juntou gato com sapato jamais daria certo. Uma gestão arco-iris, fatiada entre aliados passou a se vincular às suas legendas e pouco ao prefeito que ficou solto, sozinho em seu gabinete, com dificuldade de comando. Cada secretaria era, praticamente, uma prefeitura, um feudo, e João viveu em agonia todos os dias e fracassou, até resolver entrar no PMDB e deixar o PDT na estrada. Com o PMDB começou uma revolução de mudanças em secretarias (das quais, antes, João era refém e está a pagar o preço até hoje) o que não significa dizer que esteja derrotado, mas é inegável que enfrenta sérias dificuldades, como demonstram os seus índices de rejeição mensurados pelas pesquisas de opinião. Devo salientar que antes do PMDB ele trocava de secretários a todo o momento, mas sem o menor critério, sem a menor diretriz de ação. Enfim, aleatoriamente.”
