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Relação com servidores: Candidatos prometem valorização e diálogo com categorias

Servidores em protesto na CMS em 2018 | Foto: Guilherme Ferreira/Bahia Notícias

Os candidatos a prefeito de Salvador prometem valorizar os servidores públicos do município, ampliando o diálogo com todas as categorias do funcionalismo. Em linhas gerais, os postulantes ao Palácio Thomé de Souza citam a dificuldade para conceder reajustes nos últimos anos e garantem que devem atuar de maneira diferente da atual administração. Conheça as propostas para o relacionamento com os servidores:

 

BACELAR (Podemos):

 

"O servidor precisa ser o maior parceiro da administração. Não posso admitir que há seis anos a prefeitura não dê aumento salarial aos professores. Não posso admitir que a prefeitura teime em pagar o piso salarial dos agentes de endemias e dos agentes comunitários de saúde. Uma prefeitura que não dialoga, que trata o servidor como adversário. Nós vamos aumentar o número de vagas. Vamos requalificar, melhorar o salário e diminuir drasticamente o número de cargos de nomeação livre do prefeito. Tanto em secretarias, como cargos em comissão."

 

BRUNO REIS (DEM):

"Vamos seguir nessa política de valorização de servidores públicos, ampliando os nossos serviços e sempre respeitando e compreendendo eles. Sei o quanto o servidor é importante para que a prefeitura possa executar os seus serviços. As conquistas que nós conseguimos foram graças o empenho deles."

 

CEZAR LEITE (PRTB):

"Os servidores maltratados todos esses anos. A cidade está empobrecida. Precisamos qualificar e valorizar. São 6 anos sem reajuste.  Vamos retirar cargos comissionados para valorizar o servidor."

 

HILTON COELHO (PSOL):

"Nós queremos acabar com o cabo de guerra. Temos servidores muito compromissados com o serviço público, de um lado, e, de outro, uma prefeitura que, por mascarar a realidade, precisa se colocar uma inimiga cotidiana do trabalho que deve ser realizado pelo serviço público. Vamos democratizar a relação com o servidores públicos. Eles vão passar a ser sujeitos do processo. E vamos discutir as carreiras do serviço público. Tudo isso vai ser baseado na questão orçamentária. Precisamos fazer um orçamento participativo deliberativo, que é uma forma de redefinir o que já está no orçamento, e nós precisamos fazer isso de forma mais participativa, democrática. Nós vamos descentralizar essa atribuição, vamos colocar nas mãos do povo a discussão sobre a construção do orçamento. Mais do que isso, vamos fazer o congresso do povo, já no início da gestão. Vamos discutir o que serão os quatro anos do governo, do ponto de vista orçamentário. Definir as diretrizes gerais, o que forma nosso orçamento, com o povo. Vamos fazer isso com participação dos nossos servidores públicos, pois eles precisam orientar a população com informações técnicas que facilitem o debate popular. E nós vamos fortalecer a máquina pública, valorizando as carreiras dos servidores, abrindo as contas públicas. O orçamento vai deixar de ser um elemento subterrâneo. Ele vem à luz para ser entendido pela própria sociedade, a começar pelos servidores, e vamos fazer um debate sobre as carreiras. Vamos discutir também a possibilidade de reverter a reforma previdenciária feita no município de Salvador."

 

MAJOR DENICE (PT):

"Os servidores públicos passaram muito tempo sem serem ouvidos, respeitados. Posso falar isso porque sou uma servidora pública. As pessoas acham que nós somos pessoas que exigimos apenas o financeiro, mas é muito mais que isso. Nós queremos condições de dignidade e sermos respeitados, ouvidos, dialogar, e tenhamos também atendimento na saúde, pensando na sua saúde biopsicossocial, para que possamos atuar profissionalmente. Vamos abrir esse espaço de debate e de diálogo. Garantir o que a legislação propicia para estas categorias. Já falo aqui da Guarda Municipal que atem até hoje um plano de carreira que até hoje não foi posto em prática e precisa ser, revisitar estas categorias, dando a ela mais condições de trabalho, atuação e melhor dignidade."

 

OLÍVIA (PCdoB):

"A relação será de diálogo, de respeito, de transparência e seriedade. Eu tenho experiência no trato com servidores porque já fui dos movimento sociais, tenho relação com todas as centrais sindicais e também já fui vereadora, apoiei muitas lutas do funcionalismo público municipal, já fui do executivo estadual, então, toda essa experiência do legislativo, do Executivo e dos movimentos sociais me dá crédito para fazer uma gestão democrática e respeitosa, defendendo o interesse público coletivo e, ao mesmo tempo, estabelecendo uma política de diálogo e de valorização do servidor."

 

PASTOR SARGENTO ISIDÓRIO (Avante):

"Eu sou servidor público, você precisa valorizar o servidor público. Sou eu que estou há alguns anos brigando, fazendo estudo. Manoel Vitório [secretário estadual da Fazenda] ainda era secretário de Administração quando eu estava dizendo que o Planserv, para fortalecer, precisava botar os funcionários de prefeituras que tenham condição. Funcionário público de Salvador pode, sim, ser cadastrado no Planserv porque fortalece as clínicas. Tudo que amplia serviço fica mais barato. Uma prefeitura como São Francisco do Conde, que é a cidade mais rica... Se o prefeito lá quiser ajudar o funcionalismo dele, ele faz, ele vem com o governo e faz a parceria e aí você tem uma cidade como Candeias, Camaçari, cidades como Simões Filho, Lauro de Freitas… Tem cidade que não vai poder porque o salário é pouco, mas tem cidades, principalmente, na região metropolitana que pode, sim, botar Planserv. Nós vamos botar o pessoal com o governador no Planserv. Nós temos quase 20 mil servidores, mas o funcionário público pode ficar tranquilo até porque eu não vou trazer indicado, apadrinhado pra botar nos setores. Nas chefias, com os cargos de diretoria, eu quero trabalhar com os funcionários efetivos."

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