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'Temos que saber o que existe de materialidade', diz Neto sobre senador afastado

Por Bruno Luiz / Ailma Teixeira

Foto: Bruno Luiz/ Bahia Notícias

Apesar da repercussão do flagra do senador Chico Rodrigues (DEM-RR), encontrado com cerca de R$ 15 mil entre as nádegas, o prefeito ACM Neto (DEM), presidente nacional do Democratas, preferiu não comentar o assunto. Ao ser questionado pela imprensa, em coletiva realizada na manhã desta sexta-feira (16), ele defendeu a ideia de que decisão judicial não deve ser discutida publicamente.

 

"As partes interessadas e/ou prejudicadas que utilizem-se dos meios processuais para discutir eventual decisão judicial. Isso vocês sabem que é o que eu penso pra qualquer decisão", ressaltou o político.

 

Rodrigues foi um dos alvos da Operação Desvid-19, deflagrada pela Polícia Federal (PF) na quarta-feira (14) contra supostos desvios de emendas parlamentares destinadas ao combate à pandemia (saiba mais aqui). Após ser implicado com dinheiro na cueca, ele perdeu o posto de vice-líder do governo Bolsonaro no Senado e recebeu ordem de afastamento do Congresso.

 

Nesse último caso, a decisão foi do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, e já tem sido questionada por parlamentares do Conselho de Ética. Para eles, a medida deve ser definida pelo Congresso e não de forma monocrática pelo Poder Judiciário (saiba mais aqui).

 

Correligionário de Rodrigues, Neto preferiu não entrar no mérito da questão e ressaltou que o Democratas já solicitou à Corte Suprema o acesso ao inquérito (saiba mais aqui). "Nós temos que saber tudo que existe de materialidade para agirmos como sempre agimos. Eu não sou daqueles que julga adversário e passa a mão na cabeça de aliado. A lei tem que valer pra todo mundo. Então, se houve ato ilícito, se houve cometimento de irregularidade, tem que haver punição. Não interessa se é pra o PT, pra o DEM, pra o MDB, pra o PSDB... Qualquer partido", disse o presidente da sigla.

 

De acordo com ele, se o STF atender o pleito, os elementos serão encaminhados ao Conselho de Ética do partido para que adote as medidas cabíveis com base nos materiais apresentados. Por determinação do ministro Barroso, o vídeo com o dinheiro na roupa íntima do parlamentar está sob sigilo.

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