Sem candidatura própria, cadeiras do PSB na CMS ficam na berlinda
Por Mari Leal
O PSB de Salvador oficializou, nesta quarta-feira (16), 44 candidatos a vereador e vereadora em Salvador. A leitura do cenário feita internamente por parte da sigla, no entanto, é de que a desistência de lançar uma candidatura própria reduza o número de cadeiras na Câmara Municipal de Salvador (SMS). Na atual legislatura o partido conta com dois vereadores – José Trindade e Sílvio Humberto.
Ao Bahia Notícias, uma fonte, sob condição de anonimato, revelou que com candidatura própria, que seria encabeçada pela presidente estadual Lídice da Mata, “a expectativa era eleger pelo menos três nomes”. Já no atual cenário, em que a sigla oficializou coligação com o PT, indicando a deputada estadual Fabíola Mansur como candidata a vice-prefeita, “o número de eleito pode cair para um”.
A estimativa traz para o centro da questão a “força” da deputada Fabíola Mansur que, estando na chapa majoritária, terá como missão impulsionar e chamar atenção do eleitorado na capital para os candidatos da sigla já que ocupará espaço de maior visibilidade.
A previsão apontada pela fonte, de redução no número de cadeiras do PSB, coincide com o divulgado pelo BN, de que o cenário das alianças em confirmação para as eleições municipais em Salvador indica probabilidade de ampliação do número de cadeiras pelos partidos em aliança ao candidato Bruno Reis (DEM) (reveja aqui).
O PT, aliança exclusiva do PSB para a disputa deste ano, também já demonstrou dificuldade para manter a bancada na CMS, revelando de antemão impossibilidade em ajudar o “parceiro”.
Questionada se o acordo para a aliança entre os partidos confabulou alguma ajuda específica para beneficiar pelo menos a renovação dos atuais mandatos do PSB, uma fonte petista disparou: “Isso parece improvável. Não há possibilidade de trabalhar ideia de ‘transferência’ de votos. Aí vai ser mesmo Rui e Wagner colocar debaixo do braço e tocar”.
Outra fonte petista arrematou que, do ponto de vista da estratégia de campanha, é “possível, além do incentivo ao ‘vote 13’ reforçar o chamado para a legenda do partido em coligação”. Outra possibilidade de “ajuda” não é previamente vislumbrada.
