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Sindicato cobra testes em funcionários da Embasa após aumento do nº de casos

Por Mari Leal / Jade Coelho

Foto: Reprodução/Google Maps

A atuação da Embasa com os servidores na pandemia é alvo de reclamação do Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente no Estado da Bahia (Sindae). A categoria denuncia a demora na testagem do pessoal e o que chama de “falta de rigor” nas regras de distanciamento e de quarentena. O Sindae cobra a atualização nos protocolos de saúde e segurança, e tem denunciado os casos de desrespeito às regras.

 

De acordo com o sindicato, coronavírus já infectou 227 trabalhadores e provocou duas mortes na Embasa. O Sindae denuncia o “descumprimento de normas de saúde e segurança que tem feito o coronavírus avançar na Embasa, empresa que presta serviços essenciais no combate à pandemia com o abastecimento de água e esgotamento sanitário”.

 

Procurada pelo Bahia Notícias, a Embasa informou que vem atuando, desde o inicio da pandemia, para proteger a força de trabalho e para garantir a continuidade dos serviços essenciais de abastecimento de água e esgotamento sanitário prestados à população.

 

A empresa informou que divulgou seis protocolos de enfrentamento da situação, atendendo à evolução da pandemia e às recomendações mais atualizadas das autoridades de saúde.

 

“Esses protocolos incluíram, já em março, o afastamento de empregados que haviam tido contato com pessoas infectadas, ou mesmo com viajantes de áreas com transmissão comunitária. Em seguida, os protocolos estabeleceram o afastamento de empregados incluídos nos grupos de riscos, com outras doenças crônicas, deficientes, gestantes e lactantes, e definiram três regimes de trabalho: remoto, misto e presencial, conforme as características da atividade desenvolvida e a necessidade de manutenção dos serviços da Embasa, que são indispensáveis à população e, sobretudo, ao combate à pandemia”, diz a nota da Embasa enviada ao BN.

 

Ainda segundo a empresa, máscaras foram distribuídas aos empregados, recipientes com álcool em gel foram instalados, e houve a adoção de procedimentos para medição de temperatura e desinfecção das instalações.  A Embasa também diz ter custeado a realização de exames e testes, realizou campanhas internas, acompanhou o cumprimento das disposições pelas empresas contratadas, disponibilizou transporte exclusivo para empregados nas áreas operacionais para obstar o uso do transporte público, além de, dentre diversas outras ações,  divulgar, com total transparência, a quantidade de empregados e terceirizados infectados.

 

Além dos protocolos, foram publicadas outras normas referentes à orientação de procedimentos de higienização pessoal e das instalações, seja dentro das instalações da empresa, ou na residência dos empregados.

 

Sobre os funcionários com diagnóstico positivo, a Embasa esclarece que as 227 pessoas “referem-se ao conjunto de empregados e terceirizados em toda a área de atuação da empresa, inclusive no interior, e que várias dessas pessoas já estavam afastadas ou em sistema de trabalho remoto quando tiveram contato com o vírus”.

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