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Para 60% dos brasileiros, retomada econômica vai demorar no mínimo um ano

Foto: Eisner Soares

Embora o Brasil tenha começado o processo de reabertura das atividades econômicas, a população está insegura e pretende manter seus gastos em patamares reduzidos. Isso é o que mostra uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), encomendada pelo Instituto FSB Pesquisa.

 

De acordo com o levantamento, 67% das pessoas acreditam que a recuperação econômica ainda não começou e 61% dizem que vai demorar pelo menos um ano para acontecer.

 

A pesquisa ouviu 2.009 pessoas em todos os estados do país e no Distrito Federal de sexta (10) a última segunda-feira (13). A margem de erro é de dois pontos percentuais.

 

Desse total de entrevistados, 31% disseram ter perdido em parte ou totalmente sua renda, o que indica uma queda no percentual indicado em maio, de 40%. Além disso, 71% dos brasileiros afirmaram que reduziram seus gastos mensais desde o início da pandemia. No levantamento anterior, esse número era de 74%.

 

De acordo com a própria CNI, essa cautela pode ser explicada pela insegurança diante do cenário econômico atual. No grupo dos trabalhadores formais e informais, 71% dizem ter algum medo de perder o emprego - antes eram 77%. Já o percentual dos que têm muito medo de perder o emprego ficou caiu apenas de 48% para 45%.

 

"Os dados recentes da economia mostram que o pior da crise causada pelo novo coronavírus pode ter ficado para trás. Mas a pesquisa reforça a enorme importância de se construir uma agenda consistente, com ações de médio e longo prazo, para a retomada das atividades produtivas e do crescimento do país. Recuperar a confiança brasileiro, para que ele volte a consumir, é de suma importância para acelerar esse processo", pontua o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade.

 

Em maio a esses dados, a pesquisa indica ainda que a maioria dos brasileiros, 84%, se mantém favorável ao isolamento social. Também cresceu o número de pessoas que diz sair de casa apenas para atividades essenciais, passando de 58% em maio para 67% em julho.

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