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Ernesto Araújo diz que 'falta transparência' na OMS e defende investigação da entidade

Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, criticou nesta quarta-feira (9), durante uma reunião ministerial, o comportamento da Organização Mundial de Saúde (OMS) em meio à pandemia do coronavírus. Segundo o chanceler, a entidade não está sendo transparente sobre fatores da doença e indicou que esse é um "problema sistêmico".

 

"O Itamaraty acompanha o papel da OMS com preocupação. Falta de independência, transparência e coerência sobre aspectos essenciais: origem do vírus, compartilhamento de amostras, contágio por humanos, nos modos de prevenção, na quarentena, uso da hidroxicloroquina e agora na transmissão de assintomáticos. Em todos esses aspectos a OMS foi e voltou. É um problema sistêmico e não acidental", afirmou.

 

Ainda segundo Araújo, o Brasil vai propor uma comissão com outros países para investigar a OMS.

 

"Precisamos examinar. O Brasil está propondo com um grupo de outros países um processo de investigação e esperamos uma reforma da OMS. Estamos coordenando com Austrália e União Europeia para esse imprescindível exame", completou.

 

Na última segunda-feira (8), a chefe da unidade de doenças emergentes da OMS, afirmou que "parece ser raro" que uma pessoa assintomática transmita a doença. No entanto, ela ressaltou que é preciso manter os cuidados já que também existem pessoas pré-sintomáticas que podem proliferar o vírus.

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