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Pais e alunos reclamam de mensalidades e práticas de universidades de medicina na Bahia

Foto: Reprodução / Portal Ganduzao

A Associação de Pais e Estudantes de Medicina do Estado da Bahia (APEDEM-BA) vem se queixando da falta de diálogo e práticas das universidades privadas de medicina na Bahia. Em comunicado emitido nesta sexta-feira (15), a associação relata que as universidades vem "subjugando os pais e responsáveis através de exorbitantes mensalidades dos cursos".

 

"São dificuldades enfrentadas por mais de 70 % dos pais das faculdades da Bahia: Bahiana, Unifacs, FTC, FASA, UNIME, Estácio, Guanambi, Jacobina, etc. Verdadeiro cenário de pós-guerra. Com o advento da Covid-19, momento no qual o isolamento social impôs uma nova e dura realidade a todos os segmentos, o que se esperava das faculdades era que acompanhassem a “indulgência” praticada por outras instituições: prorrogação de mensalidades e taxas, facilitação para negociar pagamentos, respeito aos contratos estabelecidos, aulas com qualidade aceitável para todos os alunos, transparência na comunicação com as pessoas que financiam e bancam as suas instituições: nós pais e alunos", diz trecho.

 

Os pais questionam ainda de que forma irão manter pagando esses boletos já que estão sem poder trabalhar durante a pandemia.

 

"Além de não ter a capacidade de pagar por falta da capacidade de gerar renda, as faculdades estão aliadas ao MEC e ao Ministro da Economia. O MEC acata e edita todas as medidas propostas pelas pela ABMES – Associação Brasileira das Mantenedoras das Escolas Superiores. Está por sua vez está em perfeita sintonia com o CNE – Conselho Nacional de Educação e a ANUP – Associação Nacional das Universidades privadas", revela.

 

A associação diz que em Salvador, "a UNIME do grupo KROTON (multinacional financeira); UNIFACS (grupo Laureate multinacional financeira); FTC (Nacional financeira em recuperação judicial). Buscamos apoio político para intermediar a situação. Somente um Deputado Federal se dignou a nos apoiar. Todos os outros que foram procurados ou tiveram uma desculpa polida ou não nos atenderam. No nível estadual não é diferente: Não se ver nenhuma sinalização concreta em apoiar esses pais". 

 

Os pais também pontuam que as aulas ministradas não tem sido em formado EaD (ensino à distância), já que este formato é feito "a partir de um centro muito bem estruturado onde aulas são gravadas com antecedência, editadas e disponibilizadas aos alunos que contrataram o serviço. O que está sendo feito é transmissão via “ZOOM ou outro app” de imagem, a partir das residências dos professores, com todos os ruídos a que se tem direito, já que estão em suas residências, com baixa qualidade de conexão, falta de interação presencial, etc".

 

"Como ficarão as aulas não teórico-cognitivas: aulas práticas? Como ficarão os contratos assinados entre instituições e famílias, que foram unilateralmente quebrados pelas faculdades sem o menor aceno de redução das mensalidades neste período", finaliza a carta assinada pelo presidente Francisco José Calmon Bacelar.

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