Sob pressão de empresários, Boris Johnson pede paciência na luta contra a Covid-19
Após mais de três semanas afastado de suas obrigações, em decorrência da infecção pela Covid-19, o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, retornou ao comando do país já sofrendo pressão de empresários e integrantes do Partido Conservador para diminuir as restrições de confinamento.
Porém, Johnson se impôs, e afirmou que seria prematuro aliviar a quarentena neste momento. Na visão do premiê britânico, a medida colocaria o país em "risco máximo" de uma nova aceleração do contágio e de um "desastre econômico". As informações são do jornal O Globo.
O primeiro-ministro afirmou que a Covid-19 é o "maior desafio que este país enfrenta desde a guerra [Segunda Guerra Mundial]". Por isso, aproveitou para agradecer à população por respeitar as regras de isolamento social, em vigor desde o dia 23 de março, e apontou que o país está próximo de vencer a primeira fase da batalha contra a doença.
Enquanto isso, seis empresários, entre eles dois doadores bilionários do partido do premier, escreveram ao governo pedindo o alívio das restrições impostas no país. A quarentena deve ser revisada até o dia 7 de maio, porém, ministros disseram ao jornal Financial Times que um relaxamento gradual pode ser anunciado já na semana que vem.
Vale lembrar que, inicialmente, Boris foi acusado de demorar para tomar medidas de contenção da Covid-19. Entretanto, um estudo apontou que até 500 mil britânicos poderiam vir a óbito pelo vírus. Ele teve seu diagnóstico de contaminação pelo novo coronavírus no dia 27 de março, e chegou a governar o Reino Unido de forma remota. Entretanto, no dia 5 de abril foi internado, e passou três noites internados na UTI.
Desde então, o país esteve sob o comando interino do chanceler Dominic Raab. Boris voltou à residência oficial do governo britânico neste domingo (26). Também no domingo o país teve o seu menor registro diário de mortes desde o dia 31 de março - 413 óbitos em decorrência da Covid-19.
