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'Com medo', moradores do Riverside cobram esclarecimentos da Sesab; órgão se posiciona

Por Ulisses Gama

Foto: Ulisses Gama / Bahia Notícias

Desde que o governo da Bahia anunciou que o antigo hotel Riverside se tornará um hospital para atender pacientes infectados com o coronavírus, os moradores do condomínio Riverside, que abriga mais de 5 mil pessoas, têm se mostrado insatisfeitos e apreensivos.

 

Em documento enviado ao Bahia Notícias, o síndico Francisco Hermida Oubinha Bisneto fez questionamentos sobre a estrutura do local para receber as pessoas enfermas e reclamou da falta de contato com a Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab). Apesar de não ter sido inaugurada, a estrutura está pronta, conforme publicação do secretário Fábio Vilas-Boas.

 

"O governo da Bahia insiste em dizer que o hospital está pronto, sem que aparente a mínima condição operacional. A Sesab não informou sobre a compra de EPI’s para os operadores, nem de equipamentos para a estruturação integral dos leitos de UTI. Como dito, a Secretaria Estadual de Saúde não apresentou elementos de provas e nem os mapeamentos dos procedimentos que subsidiem a transformação do Hospital projetado apenas para tratamento paliativo, em um hospital de tratamento de paciente portadores do vírus Covid-19", diz a nota.

Riverside é uma das bases para atender pacientes | Foto: Ulisses Gama / Bahia Notícias

 

"Com a alteração da finalidade do hospital, foi solicitado reunião no ano de 2020 com o secretário de Saúde do Estado da Bahia, porém não houve resposta", relata. O síndico também aponta a suposta falta de materiais essenciais para tratar os infectados. Vale lembrar que Vilas-Boas indicou que o Riverside vai servir para recuperação clínica.

 

"Percebe-se também a ausência de equipamento de ventilador pulmonar com acessórios e materiais esterilizados e desinfectados, como também não foi constatado o serviço de CME em funcionamento e nem materiais esterilizados para suporte de todos os leitos da Unidade de Terapia Intensiva e os leitos criados", disse Oubinha, que citou a falta de "projeto ou mapeamento de fluxo para entrada e saída de ambulâncias, colabores da área de saúde, retirada de resíduos e pacientes portadores do vírus".

 

"A palavra que resume toda a situação é medo", encerra.

Estrutura ainda não começou a operar | Foto: Ulisses Gama / Bahia Notícias

 

Procurada pela reportagem do Bahia Notícias, a Secretaria da Saúde da Bahia afirmou que "a unidade em questão tinha sido adquirida há mais de um ano e desde então, estava em curso a elaboração do projeto para adequação da estrutura hoteleira em uma estrutura hospitalar".

 

Ainda segundo o órgão, as avaliações e apontamentos sobre as plantas, bem como as licenças são responsabilidade da vigilância sanitária estadual e o hospital tem garantia de condições necessárias de segurança para profissionais e pacientes.

 

"A comunidade do entorno pode ficar tranquila com as condições epidemiológicas e sanitárias da instituição, pois seguimos todos os protocolos relacionados ao coronavírus (Covid-19)", finaliza.

 

De acordo com o último boletim da Sesab, a Bahia tem 1.645 casos confirmados da doença e 53 óbitos.

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