DEM está à disposição de Mandetta para trabalho de combate ao coronavírus, diz Neto
Por Ulisses Gama / Ailma Teixeira
Já sem vínculo com o Ministério da Saúde, o ex-ministro Luiz Henrique Mandetta não carece de oferta de emprego. Além do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), que manifestou interesse em contratá-lo em caso de demissão no governo federal, seu próprio partido, o Democratas, quer abrir espaço para que ele mantenha seu trabalho de combate ao coronavírus.
"Disse a ele que ele precisa continuar ajudando e coloquei o partido à disposição para que ele possa continuar. Não tendo atuação política, partidária... Se trata de um trabalho pelo país, de enfrentar essa grave pandemia. De pensar no futuro para a área de Saúde", contou o prefeito ACM Neto, presidente nacional do DEM durante a coletiva de imprensa que definiu a prorrogação de decretos que determinam o fechamento de praias e shoppings de Salvador, na manhã desta sexta-feira (17). O gestor ressaltou, no entanto, que a decisão cabe a Mandetta.
O ex-ministro ainda não anunciou o que pretende fazer a partir de agora. Neste momento, ele participa da cerimônia de posse do médico oncologista Nelson Teich, que o sucede no Ministério da Saúde.
A permanência de Mandetta na pasta ficou insustentável para o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) depois que ele concedeu uma entrevista à TV Globo no último domingo (12). Os dois divergiam há semanas sobre pontos polêmicos em meio ao combate à disseminação do coronavírus, como o uso da cloroquina e o isolamento social (saiba mais aqui).
