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Sociedade pressiona governo em Portugal para afrouxar isolamento

Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil

Após ações bem sucedidas no combate à pandemia do novo coronavírus, Portugal já começa a sofrer pressões da sociedade civil para flexibilizar as medidas de isolamento social. Apesar de ter poucos recursos médicos disponíveis, o país tem conseguido manter a taxa de letalidade da doença em torno de 3%.

 

De acordo com informações da Folha de S. Paulo, Portugal possui apenas 4,2 leitos de UTI para cada 100 mil habitantes. Em comparação, o Brasil, por exemplo, conta com 24 leitos a cada 100 mil habitantes, e mesmo assim a taxa de mortalidade é de 5,5% até o momento.

 

A taxa no país dos nossos antigos colonizadores, na Europa, só não é melhor do que na Alemanha (2,3%). Entretanto, os alemães possuem 29,2 leitos de UTI a cada 100 mil habitantes, o que representa 25,2 a mais do que Portugal.

 

Por isso, o grande fator que mantém o relativo sucesso do menor país do oeste europeu é o forte sistema de isolamento. Porém, na última segunda-feira (13), cerca de 167 entidades patronais, de trabalhadores e da sociedade civil enviaram um manifesto aos chefes do executivo pedindo o afrouxamento nessas medidas.

 

O argumento se baseia na economia. Para eles, é preciso criar uma alternativa a períodos de lockdown, pois, quando isso acontece, o impacto na economia é muito grande.

 

Vale lembrar que, na década passada, após a recessão, Portugal sofreu uma grave crise fiscal, e chegou a cogitar-se a possibilidade de retirar o país da zona do euro.

 

Até o momento, o estado de emergência no país está previsto para terminar na próxima sexta-feira (17), mas pode ser extendido. Atualmente, o país enfrenta a terceira fase de resposta à doença, que é ativada quando há transmissão local, em ambiente fechado ou comunitária.

 

De acordo com os últimos dados divulgados, o país registrou 16.934 casos do novo coronavírus, que resultaram em 535 mortes. Algumas das medidas tomadas por Portugal até aqui foram libertar cerca de 400 presos da cadeia e regularizar todos os imigrantes que haviam feito pedidos para residência legal até o dia 18 de março.  

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