Bolsonaro faz cobranças a Mandetta e diz que economia vai para 'beleléu' na crise
Em conversa com o ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, o presidente Jair Bolsonaro disse que a economia do país vai para o “beleléu” por causa da crise do novo coronavírus. A informação foi apurada pelo Estadão. A reportagem destaca que o mandatário brasileiro teme que os impactos na economia se estendam até o fim do mandato, em 2022. Bolsonaro ainda fez cobranças para que Mandetta tome medidas para amenizar o impacto e que o transmita mensagem de otimismo à população antes da Páscoa.
Bolsonaro já deu sinais de que não concorda com a política de isolamento social e diz que precisa “reabrir o Brasil” para salvar a atividade econômica e os empregos. No entanto, Mandetta defende a medida e diz que atitudes de voltar à normalidade equivalem a “navegar sem instrumentos” e pode levar o País ao colapso na saúde. A reportagem também traz que ainda existe polêmica em relação a utilização da cloroquina no tratamento de pacientes com Covid-19. Bolsonaro é a favor. O ministro, contra.
Segundo a apuração do Estadão, a demissão de Mandetta, cogitada desde o início das divergências de abordagem com o presidente, é vista nos bastidores da política como questão de tempo.
A publicação diz também que antes da reunião desta quarta-feira (8), com o ministro da Saúde, no Palácio do Planalto, o próprio presidente já dizia que havia gente “se achando” em sua equipe, falando “pelos cotovelos”.
