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Fundador da XP pede implantação de um 'Plano Marshal' contra coronavírus no Brasil

Foto: Divulgação

O fundador da XP Investimentos, Guilherme Benchimol, disse neste domingo (22) que o governo brasileiro precisa de um Plano Marshall para evitar que o país enfrente uma situação de caos social gerado por desemprego durante o enfrentamento à pandemia do novo coronavírus. 

 

O plano conhecido como Marshall foi conjunto de medidas para a reconstrução da Europa depois da Segunda Guerra Mundial. No sábado, a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) disse que a crise do coronavírus exige um novo plano do tipo. 

 

A previsão do presidente da XP é de que o Brasil possa ter até 40 milhões de desempregados até o fim do segundo trimestre deste ano. Ele participou de uma videoconferência com a participação do presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães. Benchimol destacou que a taxa de desemprego nos Estados Unidos poderá chegar a 30% durante a quarentena. O presidente da Caixa tem atuado como interlocutor da equipe econômica do governo federal e foi cobrado a estrutura um incentivo para garantir fluxo de caixas às empresas e evitar o empobrecimento da população mais vulnerável brasileira. As demandas serão levadas por Guimarães ao ministro Paulo Guedes. 

 

O presidente da Caixa informou que novas medidas devem ser apresentadas nesta semana, como a redução de juros em linhas de créditos mais caras, como cheque especial, e no aumento do prazo para pagamentos de financiamentos contratados com o banco. Pedro Guimarães também destacou que a Caixa ampliará o prazo para pagamentos de funcionamentos.  

 

Além de Benchimol, estavam na conversa Benjamin Steinbruch, da CSN (Companhia Siderúrgica Nacional), Wilson Ferreira Júnior, da Eletrobras, Rubens Menin, da MRV e da CNN Brasil, André Street, da Stone, e Marcos Ross e Rafael Furlanetti, da XP. Ross, economista da XP, sinalizou que o governo pode atuar por meio de política fiscal e, que, redução de juros, serão insuficientes. Para ele, há a necessidade de “se alavancar em dívida” e “despejar dinheiro para as faixas mais vulneráveis”. Durante a videoconferência, o economista da XP também endereçou ao presidente da Caixa um pedido por menos burocracias. 
 

 

A videoconferência realizada nesta tarde fez parte de uma série de encontros virtuais realizados pela casa de investimentos com diversos agentes da economia. A diferença entre essa e as demais foi a participação de um integrante do governo -o presidente da Caixa- tratado com um interlocutor junto à equipe econômica do ministro Paulo Guedes. Os empresários querem maior interlocução do governo federal com prefeitos e governadores, mais tempo para o pagamento de impostos e mais atenção à situação dos micro e pequenos empresários, diante do risco da paralisação da atividade econômica.  

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