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João Dória pede humildade a Bolsonaro e diz que governo 'está devendo'

Por Rodrigo Daniel Silva / Ulisses Gama

Foto: Sérgio Pedreira / Ag. Haack / Bahia Notícias

Presente no circuito Campo Grande para curtir o último dia de Carnaval de Salvador nesta terça-feira (25), o governador de São Paulo, João Dória (PSDB), falou sobre a gestão do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Com o discurso de torcer para o melhor do Brasil, o gestou afirmou que o governo está em dívida.

 

"A meu ver, está. Não quero ser crítico nem algoz do presidente Jair Bolsonaro. Eu torço para o Brasil e para que ele possa fazer um bom governo para os brasileiros. Mas nesse momento, está devendo", declarou.

 

A troca de rusgas entre Bolsonaro e Rui Costa em virtude da morte do miliciano Adriano Magalhães da Nóbrega também foi tema para Dória. Ele se disse solidário ao governador da Bahia e pediu que Bolsonaro desse "um mergulho na humildade". 

 

"Eu me solidarizei com o governador da Bahia, Rui Costa, que foi agredido sob uma alegação de que teria ordenado a morte daquele miliciano Adriano do Rio de Janeiro na Bahia. Sem prova, sem documentação, sem razão alguma para isso. Ou seja, ainda que tenha diferenças ideológicas e partidárias com o governador Rui Costa, mas ele é eleito democraticamente. É preciso ter respeito pela democracia. Você não pode afrontar a democracia acusando as pessoas e não tomando atitudes corretas que são baseadas no princípio da liberdade, da responsabilidade e da atitude correta. É hora do presidente Bolsonaro repensar, talvez ter um mergulho na humildade e repensar um pouco o papel que ele representa para o Brasil", disparou.

 

Ainda falando sobre o governo de Jair Bolsonaro, Dória afirmou que o governo precisa sair do discurso e descentralizar recursos para o crescimento do país.

 

"O que disse naquele momento é que a política liberal teria o apoio do PSDB. Sob certo aspecto, tem sido o discurso do ministro Paulo Guedes. Mas tem que transformar o discurso em prática. Primeiro fazendo o governo federal ser federativo e distribuir. É preciso praticar mais Brasil e menos Brasília, descentralizar recursos", explicou.

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