Centro de Apoio recebe mais de 90 menores em situação de risco na 1ª noite do Festival Virada
Ao longo da primeira noite do Festival Virada Salvador 2020, 91 crianças e adolescentes foram atendidos no Centro de Acolhimento, Aprendizagem e Convivência montado pela prefeitura na Escola Municipal Luíza Mahim, no bairro de Armação. Desse total, 44 foram encaminhados de forma espontânea, que é quando as mães que trabalham no evento e optam por deixar seus filhos no local de forma segura.
Quanto aos demais, 30 foram encaminhados pelo Conselho Tutelar e outros 17 por meio da abordagem junto aos comerciantes informais da Secretaria de Promoção Social e Combate à Pobreza (Sempre).
O centro que abriga esses jovens durante o festival está sob a responsabilidade da Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres, Infância e Juventude (SPMJ). Mas além da pasta, a Guarda Civil Municipal (GCM) também atua no local promovendo brincadeiras e divertindo as crianças. Os jogos e atividades recreativas incluem karaokê, jogo de pergunta e resposta, totó, corrida de saco e dança das cadeiras.
Com capacidade para até 100 crianças, o espaço começou a funcionar desde às 7h de ontem (28) e seguirá até as 12h da próxima quarta-feira (2). As crianças têm direito a seis refeições diárias e a atrações especiais. Uma equipe composta por 85 profissionais qualificados e capacitados, como assistentes sociais, psicólogos, pedagogos e educadores sociais trabalham diariamente, com a coordenação da SPMJ, no local.
A prefeitura montou uma operação especial para o Festival Virada Salvador que envolve a proteção dos direitos das crianças e dos adolescentes e o combate ao trabalho infantil. A Guarda Civil Municipal (GCM), por exemplo, identifica crianças com pulseiras e auxilia menores perdidos. Também presente, a Sempre orienta e combate a exploração do trabalho infantil.
Na primeira noite do evento, a secretaria realizou 217 abordagens, com 70 cadastros. Desses, foram encontradas 24 crianças exercendo atividade laboral, um registro de envolvimento de menor com drogas e nove encontradas em situação de rua. A pasta encaminhou oito menores ao Conselho Tutelar, cinco para os próprios lares, 33 para centros sociais ou de referência especializados (Cras ou Creas), um para a Unidade de Acolhimento Institucional (UAI) e os 17 para o centro comandado pela SPMJ em Armação.
