Bloco SD/MDB/PSC/PTB não debateu união e apoio a Geraldo Jr. com vereadores
Por Matheus Caldas
Sinalizado como pré-candidato à prefeitura de Salvador pelo bloco MDB /PSC/SD/ PTB, o nome do presidente da Câmara Municipal, Geraldo Jr. (SD) (leia mais aqui), não foi levado para apreciação dos vereadores da Casa que compõem a aliança, conforme parlamentares ouvidos pelo Bahia Notícias.
No dia 27 de novembro, Geraldo afirmou que recebeu a sinalização do bloco para sua pré-candidatura, após reunião em Brasília com os presidentes estaduais dos partidos – Alex Futuca (MDB), Heber Santana (PSC) e Benito Gama (PTB), além do chefe do SD nacional, o deputado federal Paulinho da Força (SP) (leia mais aqui).
O vereador Kiki Bispo indicou que não houve consulta sobre o nome do presidente da CMS, e garantiu que está fechado com o candidato que for colocado pelo prefeito ACM Neto (DEM) - ele destaca o nome do vice-prefeito Bruno Reis (DEM), nome iminente à sucessão de Neto. “Nunca fui convidado para nenhuma tratativa nesse aspecto desse grupo. Eu sempre fui muito transparente nas minhas ideias. Eu entendo que o melhor nome, hoje, para suceder o prefeito ACM Neto é o vice-prefeito Bruno Reis. Digo isso de forma muito clara e não tenho nenhum problema em relação a isso”, afirmou, em entrevista ao Bahia Notícias.
Kiki crê que é necessário manter coerência com os eleitores. “Eu pertenço ao grupo liderado pelo prefeito ACM Neto, embora petebista, e eu entendo que o PTB faz parte da base do governo. Até então, eu não vi falar nada que se faça o contrário. Mantendo a minha coerência de quem foi eleito ao prefeito, onde o partido faz parte da gestão, eu vou caminhar com o candidato escolhido pelo nosso grupo político, que é liderado de forma muito clara pelo prefeito ACM Neto”, acrescentou.
Ricardo Almeida (PSC) foi no mesmo discurso do petebista e disse que ainda não foi informado formalmente sobre a pré-candidatura de Geraldo. “Eu não participei das reuniões. Deixo claro que não fui nem convidado para participar das reuniões e por isso não participei de nenhuma delas. Eu sei o que é noticiado pela imprensa que, inicialmente, ele foi colocado como interlocutor, ou seja, fala em nome do bloco”, disse.
Almeida entende ser “legítima” a vontade do presidente da Câmara, mas reforçou que não houve um posicionamento oficial dos partidos envolvidos no bloco. “Eu entendo ser legítima a colocação do nome dele no páreo. O que não quer dizer que ele entenda que ele é o candidato do bloco, porque não me foi trazido oficialmente isso”, avisou.
O social cristão ainda relembrou que o grupo pelo qual Geraldo é posto como pré-candidato é integrado à base de Neto, que ainda indicará seu candidato à sucessão. “O prefeito ainda não decidiu quem é o candidato dele. A gente deduz que seja Bruno Reis. Está claro e mais do que evidente, mas ele ainda não bateu o martelo nesse sentido. Então, até lá, é legítimo que Ricardo, Geraldo ou Leo Prates queiram ser prefeitos de Salvador. Mas, a partir do momento que o prefeito disser 'meu candidato é esse', cada um vai ter que se posicionar”, analisou.
Vereador pelo MDB, Pedro Godinho é outro parlamentar de um partido do bloco que não foi consultado. “A única coisa do MDB que aconteceu foi uma pesquisa de âmbito nacional sobre questões do partido e o momento do Brasil. Mas, local, não houve nenhum tipo de reunião ou consulta a mim”, comentou.
