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CMS: Aladilce envia representação contra Teo Senna após ser chamada de 'Magda'; entenda

Por Matheus Caldas

Foto: Antônio Queirós / Divulgação

A vereadora Aladilce Souza (PCdoB) enviou nesta segunda-feira (4) à Corregedoria da Câmara Municipal de Salvador uma representação contra o colega de Casa, Teo Senna (PHS). Ela solicita que o documento seja encaminhado à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da CMS por ter sido chamada de Magda pelo parlamentar, em referência á personagem do programa Sai de Baixo, da TV Globo.

“A ofensa veio após manifestação minha a uma publicação do prefeito ACM Neto, no Twitter, em que ele afirmava que a “defesa intransigente da democracia está no DNA do Democratas”. Então, na mesma rede social, lembrei ao prefeito a trajetória política do partido e de apoio à Ditadura, que resultou na indicação do seu avô, Antônio Carlos Magalhães, ao cargo de prefeito de Salvador e governador da Bahia pelo regime militar”, afirmou Aladilce.

Na visão da parlamentar, a fala de Teo Senna foi uma “afronta ao comportamento compatível com o decoro parlamentar”. “Em nota à imprensa, o vereador Téo Senna saiu em defesa do prefeito e afirmou que “Aladilce muitas vezes lembra a personagem Magda, do antigo programa humorístico Sai de Baixo”. A personagem citada pelo vereador ficou famosa pela falta de inteligência, que lhe rendeu o bordão “Cala a boca, Magda”, a cada pérola proferida”, reclamou.

Para Aladilce, “as declarações machistas que o colega vereador proferiu acabam por desqualificar uma mulher parlamentar, fogem do debate político e apelam para o ataque pessoal, normalmente lhe rotulando como burra ou histérica”. “Se até hoje tem gente que não aprendeu a respeitar as mulheres dessa Casa, então que respondam por seus atos no Conselho de Ética. Vê-se, portanto, que a manifestação do parlamentar ultrapassa as barreiras da razoabilidade, torna-se imoral, e, assim, passível de sanção política”, concluiu.

Aladilce pede a instauração de um processo disciplinar contra Teo Senna, “ante o abuso das prerrogativas asseguradas aos membros do Poder Legislativo”; a notificação para que o vereador responda à representação; o depoimento pessoal do parlamentar ao Conselho de Ética da Casa; a procedência da representação com a recomendação ao plenário da Casa, “para que as medidas cabíveis sejam tomadas”.

Agora, o documento segue para análise do corregedor da Câmara, Duda Sanches (DEM).

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