Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies

Marca Bahia Notícias
Você está em:
/
Notícia
/
Geral

Notícia

Independência da CMS é 'legítima, mas não pode estar no jogo político', diz Paulo Câmara

Por Lucas Arraz / Mauricio Leiro

Foto: Priscila Melo / Bahia Notícias

Ex-presidente da Câmara Municipal de Salvador (CMS), o agora deputado estadual Paulo Câmara (PSDB) vê a defesa de Geraldo Júnior (SD) de uma independência da Casa como "legítima". "É do poder [Legislativo], democrático", defendeu. "Agora quem não pode pagar o preço é a cidade. Ela [a cidade] tem que estar em primeiro lugar. [A cidade] não pode estar no jogo político, ou a população percebe", availou Câmara em entrevista ao Bahia Notícias.

 

Apesar do atual presidente defender que trouxe mais independência para o Legislativo soteropolitano, a ideia de que Geraldo Jr.  está trabalhando mais e discutido mais os projetos do Executivo não é vista como algo recente para Câmara.

 

"Começou [na minha presidência]. Já existia. Sempre teve essa cultura do legislativo ser um apêndice do Executivo. Eu peguei um momento novo na cidade, nas minhas três legislaturas foi apêndice. Fui vereador na época de João Henrique, a Câmara era quase 2/3 de vereadores que faziam o que queriam. Com Neto eu disse: 'você é um prefeito novo e eu um presidente novo, então vamos mudar a cultura da Casa. A primeira coisa é respeitar a nossa Casa", comentou o tucano.

 

"Você tem a maioria, você vota o que quer na hora que bota para votar, mas vamos seguir os trâmites regimentais, vamos evitar a urgência, evitar mandar o projeto na segunda-feira para ser votado na própria segunda de noite. Isso ele [Neto] fez comigo, ele respeitou o Legislativo, então não teve nenhum problema. Você vê o PDDU [Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano], em outros momentos se discutia na segunda para votar na quarta. Sei porque fui vereador. E quando você tem respeito tem uma cultura diferente", destaca o deputado.

 

Câmara destacou ainda que a população é vigilante para a sobreposição de interesses políticos fantasiados de independência. "Se alguém quiser estar utilizando qualquer um dos lados do poder para se mostrar e dizer que manda mais, o povo percebe. A cidade não elegeu prefeito e vereador para estarem brigando, foi para estarem trabalhando em prol de uma cidade melhor", concluiu Paulo sobre o desentendimento entre os conflitos de Geraldo e Neto.

Compartilhar