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Rui Costa defende sobretaxa para grandes fortunas em reforma tributária

Por Lucas Arraz, de Itabuna / Matheus Caldas

Foto: Lucas Arraz / Bahia Notícias

O governador Rui Costa (PT) se diz a favor de que a reforma tributária no país passe a sobretaxar as grandes fortunas. O petista afirmou nesta sexta-feira (26), em Itabuna, que o tema deve ser uma das pautas do encontro de governadores do Nordeste, que acontece na segunda-feira (29), em Salvador.

“Eu sou conceitualmente, se eu tivesse que resumir, pois esse é um debate que requer muito tempo, nós temos que ter uma forma de cobrar imposto no Brasil mais justa socialmente. O que diferencia a cobrança de imposto no Brasil dos países, por exemplo, da Europa? É que o Brasil cobra imposto sobre o consumo e os países da Europa cobram, basicamente, sobre a renda (...). Quando você cobra sobre o consumo, quem paga a maior parte do imposto, proporcionalmente, é o povo pobre. Quando você sobra sobre a renda, quem paga a maior parte são as pessoas ricas. Como é no Brasil? Justamente o contrário”, disse, em entrevista coletiva.

Para Rui, a concentração de recursos sobre a União é grande. Ele sustenta que todos os ex-presidentes do país, após Fernando Henrique Cardoso, não cumpriram a promessa de promover a reforma tributária. “Agora, qualquer reforma tributária no Brasil tem que consertar o que tá errado, não pode piorar o que já é ruim”, opinou. “Um dos graves problemas do Brasil é que há uma concentração exagerada de recursos na União. E aí eu me refiro, já fazendo a vacina, a este governo. Me refiro a todos os últimos governos, passando por FHC, por Lula, por Dilma, Por Temer, pelo atual. Todos falavam muito de Pacto Federativo, agora todos, sem exceção, concentraram recursos na União. E a ferramenta utilizada para isso foi transformar impostos em contribuição”, acrescentou.

Atualmente, a reforma tributária tramita na Câmara dos Deputados. Com o retorno das atividades parlamentares, o texto começará a tramitar na comissão especial, instalada no dia 10 de julho, em agosto. A expectativa é de que após a conclusão da reforma da Previdência, a Casa vai focar na matéria (leia mais aqui).

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