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Coronel concorda com Nilo, mas minimiza reclamação sobre Rui não preparar sucessor

Por Rodrigo Daniel Silva

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

O senador Angelo Coronel (PSD) disse que concorda com o deputado federal Marcelo Nilo (PSB) sobre o governador Rui Costa (PT) não preparar um sucessor para 2022, mas o pessedista minimizou a crítica do socialista. 

"Neste momento, Marcelo tem razão. [Rui Costa] não está preparando sucessor, mas cada um tem que dar a sua parcela. Não dá para ficar sentado esperando cair do céu, esperando que o governador abençoe. Tem que fazer sua parte e depois ser ungido pelo governador", ressaltou Coronel.

Em entrevista à rádio Metrópole, o socialista afirmou que "é uma coisa que me preocupa" o fato de Rui não preparar um sucessor. Tanto Coronel quanto Nilo tem manifestado o desejo de brigar pelo Palácio de Ondina.

O senador, porém, ressalta que, dentro do PSD, o aliado Otto Alencar é o nome do partido para disputar o governo da Bahia. Para Coronel, a eleição de 2020 de Salvador não vai interferir na sucessão de Rui Costa. 

PREVIDÊNCIA
Sobre a reforma da Previdência, Angelo Coronel afirmou que ainda analisa como irá votar."Vou me debruçar sobre a mesma para saber que posição tomarei", pontuou. O senador endossou a crítica de Otto sobre a "incoerência" de deputados do PT, PSB e PCdoB votarem a favor de uma matéria semelhante na Bahia, mas contra em Brasília (relembre aqui).

"Quando presidi a Assembleia Legislativa ampliou a alíquota dos servidores e todos os partidos da base do governador votaram favoravelmente à proposta mesmo com vaias, gritaria e até quebra-quebra. Então, temos que ser coerente. E não pensar somente na política-eleitoral. Tem que pensar na parte de viabilizar a gestão. Não cabe neste momento de populismo", condenou. 

Para Coronel, os deputados contrários vão mudar de posição ao votar a matéria no segundo turno. "Acredito que os deputados vão votar a favor no segundo turno até porque os exageros já foram retirados", disse, ao se referir, entre os outros pontos, a retirada  das mudanças no Benefício da Prestação Continuada (BPC) e na aposentadoria rural. 

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