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Dona de casa com demência é encontrada após filhos acionarem a polícia

Por Ailma Teixeira

Lucas e Maria | Foto: Arquivo Pessoal

Diagnosticada com um distúrbio mental, a dona de casa Maria de Lourdes Ribeiro de Santana, de 55 anos, desapareceu na tarde dessa quinta-feira (16). Os filhos dela buscaram em hospitais e delegacias, mas não tiveram êxito até que, por volta das 13h desta sexta (17), uma prima deles encontrou a tia no bairro do Imbuí. A mulher estava suja, com fome e não sabia como voltar para a sua residência.

 

Antes desse desfecho positivo, o filho Lucas Santana Oliveira, publicitário de 26 anos, procurou o Bahia Notícias para divulgar o caso. Ele conta que Maria conseguiu fugir de casa, no bairro de Novo Horizonte, em Salvador, por volta das 14h ou 15h de ontem. Pouco depois, um vizinho relatou que a viu no Centro Administrativo da Bahia (CAB).

 

"Já tinha acontecido isso outras vezes, mas geralmente ela volta pra casa e dessa vez ela não voltou", reforça Oliveira, acrescentando que a mãe saiu sem documentos e não está sã. Porém, ele ressalta que a deficiência dela só é perceptível às pessoas do seu convívio.

 

A doença de Maria foi descoberta há cerca de dois meses. Ela é portadora de uma demência fronto-temporal (DFT), uma degeneração crônica, comumente irreversível da cognição e que afeta a personalidade, o comportamento, causa perda de inibições sociais e impulsividade. De acordo com Oliveira, embora o diagnóstico preciso tenha ocorrido há pouco tempo, as mudanças de comportamento vêm ocorrendo há dois anos.

 

"Segundo os médicos e as fontes que eu já pesquisei, essa demência é difícil de ser descoberta. A gente atribuía a fase da mulher, com menopausa, necessidade de reposição de hormônio... Quando foi julho do ano passado, eu e minha irmã tivemos noção de que ela não estava bem, que foi quando ela foi demitida da empresa que trabalhava, então começamos a levar ela para os médicos", lembra o filho.

 

Antes de os profissionais concluírem se tratar da DFT, eles suspeitaram de depressão, alzheimer, ansiedade e outras doenças. Ao longo desse tempo, Oliveira destaca que a família sofreu muito com o comportamento impulsivo e as mudanças de humor da mãe, que ficou agressiva. Ela também chegou a roubar três limões em um mercado, mas não houve necessidade de intervenção policial. Logo que descobriram o delito, os filhos retornaram ao local e pagaram as frutas.

 

O BN procurou a Delegacia de Proteção à Pessoa (DPP) para saber se o desaparecimento já foi registrado e a corporação confirmou. Os policiais ressaltaram que iriam recorrer a todos os meios possíveis para encontrar a dona de casa, mas ponderaram que não seria um trabalho fácil.

 

Felizmente, os agentes estavam enganados e a própria família encontrou Maria. (Atualizada às 13h34)

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