Mãe de Santo do Rio Grande do Sul diz que energia do baiano ‘é contagiante’
Por Lucas Arraz / Francis Juliano
Além de baianos, a Festa de Iemanjá, que ocorre neste sábado (2), atrai também gente de lugares distantes. É o caso de um pessoal do Rio Grande do Sul. Ao Bahia Notícias, Janaína, a Mãe Joana de Oxum, da Casa de Axé Casa Amarela de Porto Alegre (RS), conta que todo ano vem a Salvador para reverenciar a Rainha do Mar. “Nós viemos já há oito anos para Bahia fazer o ritual a Iemanjá. Nosso ritual não é de candomblé, mas aproveitamos a Festa para festejar junto. E pra nós é sempre uma alegria. No sul nós temos as nossas festas só que a alegria do baiano, a felicidade, a energia que a gente sente aqui é contagiante”, diz ao BN. Segundo Mãe Joana, antes ela vinha junto com o marido, que é também pai de Santo.
Em 2019, veio com dez pessoas, e ano que vem promete aumentar a “comitiva”. “Ano que vem a gente vai vir com pelo menos umas 30 pessoas”, estimou. Para Mãe Joana, vale a pena percorrer os milhares de quilômetros que separam Porto Alegre de Salvador. “Para nós é sempre uma alegria. Eu tenho uma amiga que diz que é incrível, é o sagrado e o profano ao mesmo tempo, e ambos se respeitam”, comenta.
Sobre as perspectivas do ano, Janaína disse que espera o melhor. “Para nós que somos do Batuque do Rio Grande do Sul a gente reverencia Xangô. Já o candomblé cultua ogum. É um ano de muito equilíbrio, de muita força, justiça. A gente sempre espera o melhor porque o nosso mundo tá precisando muito disso”, completou.
