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Índios Kamayurá acusam Damares de mentir sobre adoção da filha nascida na aldeia

Foto: Reprodução / G1

Índios da aldeia Kamayurá, no centro da reserva indígena no norte de Mato Grosso, acusam a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, de ter mentido a respeito do processo de adoção da menina Lulu Kamayurá, que nasceu da aldeia. Segundo relatos dos índios ouvidos pela Época, Damares e a amiga e braço direito, Márcia Suzuki, tiraram a criança da aldeia sob o argumento de que ela precisaria de tratamento dentário, e após os procedimentos devolveriam a menina para aldeia e avó, com que ela morava até então. Segundo os índios, isso nunca aconteceu.

 

Ainda conforme apurado pelo veículo, a menina nasceu em maio de 1998, e na época que foi levada da aldeia tinha seis anos de idade. No entanto, a assessoria de Damares Alves diz que a ministra conheceu Lulu em Brasília, e não na aldeia, como dizem os índios.

 

A ministra garantiu aos repórteres da Época que todos os direitos da menina Lulu Kamayurá foram observados e que nenhuma lei foi violada. Ainda segundo Damares, familiares biológicos da menina a visitam regularmente. "Tios, primos e irmãos que saíram com ela da aldeia residem em Brasília. Todos mantêm uma excelente relação afetiva”, declarou a ministra ao veículo. De acordo com a reportagem, durante a conversa com a ministra, a questão sobre não ter adotado formalmente Lulu foi ignorada.

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