Maia: 'Sem reformas, estaremos a cada seis meses fazendo uma intervenção em um estado'
Por Rodrigo Daniel Silva
Presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM) advertiu, nesta segunda-feira (17), que, se não houver as reformas no Brasil, os estados vão precisar em breve de uma intervenção federal, como a que ocorre em Roraima,que enfrenta uma crise social devido à chegada de venezuelanos e à crise no sistema prisional.
“Se não tivermos coragem de enfrentar o tema das despesas do estado brasileiro como um todo, nós daqui a pouco estaremos a cada seis meses fazendo uma intervenção em um estado para pagar as folhas de pagamentos dos servidores. Em um momento, o próprio governo federal não teria condições de pagar as despesas. [...] A gente sabe que, cada vez menos, o governo federal terá condições de atender estados e municípios, se não tiver aquilo que traz desgaste, gera polêmica e é mal interpretado pelo estado que é discutir o gigantismo do estado brasileiro”, disse, durante palestra proferida na Lide Empresarial, no Hotel Fera Palace.
Nesta segunda, o presidente Michel Temer (MDB) liberou R$ 225 milhões para Roraima. Ainda na sua fala, Maia afirmou que é preciso aprovar duas reformas: a da Previdência e a tributária. Para ele, a segunda só vai ocorrer quando as contas públicas estiverem equilibradas.
“Se a gente não superar a agenda da Previdência, a segunda reforma que é a tributária vai caminhar no nível que não interessa a nenhum de nós. Caminhará para a pressão e lobby dos prefeitos, dos governadores, se não resolver o déficit previdenciário”, analisou.
Ao defender o fim das coligações nas eleições proporcionais, Maia afirmou que quando a medida estiver “implementada de forma definitiva” será possível “uma reforma política de verdade”.
