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Wagner sugere que grupo de ACM Neto vai querer presidir PSL na Bahia

Por Bruno Luiz / Ailma Teixeira

Foto: João Ramos

Com o crescimento de Jair Bolsonaro (PSL), que impulsionou também a eleição de diversos apoiadores do capitão, o senador eleito Jaques Wagner acredita que não vai demorar para o maior grupo de oposição na Bahia demonstrar interesse no comando do Partido Social Liberal. Nesta eleição, a presidente da sigla no estado, Dayane Pimentel, se elegeu deputada federal e ainda auxiliou na eleição de dois candidatos que não estavam entre os 39 mais votados (veja aqui). Um deles foi o vereador Igor Kanário (PHS).

 

"Provavelmente vai ter gente do grupo dele [ACM Neto] que vai querer rapidamente ser presidente do PSL na Bahia", estima o petista em entrevista à imprensa, na tarde desta sexta-feira (28).

 

O ex-governador tocou no assunto ao comentar que o prefeito de Salvador "decepcionou os torcedores dele" quando decidiu não disputar a eleição estadual. O veredito de Neto foi dado aos aliados na véspera do prazo limite para abandonar o mandato na prefeitura (lembre aqui). "Eu continuo dizendo, ele tomou a decisão correta, a meu juízo, tanto que eu completei meu segundo mandato. Então, na minha opinião, ele tinha que ter completado. Só não tinha que ter avisado 7 de abril", avalia o ex-governador.

 

Para ele, a atitude do democrata aprisionou o "surgimento de novas lideranças". A solução encontrada pelo DEM foi indicar o ex-prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo, mas ele perdeu ainda no primeiro turno por 22,26% dos votos válidos contra 75,50% do governador Rui Costa (PT). Wagner ressalta que a ponderação de Neto apenas "facilitou" para o grupo do PT. “Mesmo que ele fosse candidato, na minha opinião, a eleição de Rui estaria entre 65%, 70% dos votos”, minimiza.

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