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Representante da Guiné-Bissau, Rui Barai trabalha para estreitar as relações com o Brasil

Por Ian Meneses

Foto: Priscila Melo / Bahia Notícias

Guiné-Bissau quer se aproximar ainda mais do Brasil. Principalmente na área econômica. A avaliação é do ministro conselheiro encarregado de negócios do país africano, Rui Barai. Em entrevista ao Bahia Notícias, o representante guineense destacou ainda que as relações devem ser estreitadas na questão linguística. 

 

Segundo Barai, as relações econômicas entre o Brasil e a Guiné-Bissau se encontram em uma fase ambiciosa “com o objetivo de sensibilizar os grandes empresários brasileiros para poder efetivamente investir no nosso país”. 

 

Em um estágio inicial, em relação a questão econômica dos dois países, a balança comercial ainda se encontra inexistente. Diante disto, os representantes do país aqui no Brasil buscam esforços para poder encaminhar esses tipos de trocas. Rui acredita que características naturais das duas nações contribuirão para atrair empresários na área da agricultura: “Em termos de natureza e clima, praticamente temos semelhanças, tudo que se dá aqui pode se dar na Guiné-Bissau, por isso estamos aqui para conversar com empresários que podem atuar na produção de soja, por exemplo” e continua dizendo que “o Brasil pode efetivamente nos dar as mãos e caminharmos juntos dentro do nosso reforço de cooperação bilateral”. 

 

Mesmo com o consulado ainda não inaugurado, Barai exalta a importância da Bahia e o trabalho realizado pelo único representante do país no Estado, o diplomata, conselheiro especial de Negócios Estrangeiros e cônsul Adailton Maturino dos Santos, destacando ainda a disposição em participar do desenvolvimento da Guiné-Bissau. No âmbito nacional ele elogia todo o recurso que o Brasil oferece ao seu país tanto nas áreas econômicas, tecnológicas, quanto na parte educacional: “O conhecimento que o Brasil possui e a experiência adquirida e acumulada que o Brasil tem, nós podemos só estar a ganhar. Em termos de recursos humanos, um país desenvolve através de investimentos da massa cinzenta e é isto que o Brasil tem oferecido a Guiné-Bissau, concretamente, o número de estudantes que temos aqui é expressivo e o Brasil tem contribuindo em diversos domínios para o nosso desenvolvimento sustentável”, certifica.  

 

Por fim, Rui Barai acredita que linguisticamente o Brasil pode fortalecer ainda mais o idioma em seu país, frente às influências de países vizinhos que ameaçam a manutenção característica de uma nação de língua portuguesa: “A Guiné-Bissau, por ser um país situado na Costa Ocidental e estar cravado entre os países francófonos e anglófonos, gera uma necessidade de salvaguardar a nossa identidade e isso pode perfeitamente ganhar força com o apoio do Brasil enquanto país da lusofonia”, conclui.  

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