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Citando Lula, Haddad fala em 'unir democratas do Brasil' para disputa do 2º turno

Por Fernando Duarte

Foto: Ricardo Stuckert/ Divulgação

Confirmado no segundo turno das eleições presidenciais de 2018, Fernando Haddad (PT) afirmou que pretende “unir os democratas do Brasil” para a disputa contra Jair Bolsonaro (PSL). “Quero dizer que me sinto desafiado pelos resultados, que são bastante expressivos no sentido de nos fazer atentar aos riscos que a democracia no Brasil corre. Queremos um projeto amplo para o Brasil, profundamente democrático, que procure justiça social. Iniciaremos a campanha amanhã para sermos vitoriosos no segundo turno”, avaliou o petista, que iniciou o discurso citando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

 

“Nós queremos unir o país em torno desse conceito. Achamos que há muita coisa em jogo no Brasil em 2018. É uma coisa incomum. É uma eleição diferente de todas as que participamos. Participamos das eleições desde 1989 e asseguramos: essa de 2018 coloca muita coisa em jogo, muita coisa em risco. O pacto da Constituição de 1988 está em jogo”, ressaltou Haddad.

 

De acordo com o candidato, é necessário um “senso de responsabilidade” para debater o Brasil no segundo turno das eleições de 2018, tratado por ele como “uma oportunidade inestimável para o povo brasileiro”.  “O segundo turno nos abre uma oportunidade de ouro para discutir frente a frente, olho no olho. Sem medo dos argumentos”, completou.

 

“Queremos enfrentar esse debate muito respeitosamente. Vamos para o campo democrático com uma única arma: o argumento. Não portamos arma, vamos com a força do argumento para defender o Brasil e o seu povo. Sobretudo o povo mais sofrido desse país, que espera responsabilidade social”, provocou Haddad, numa referência à defesa da liberação do porte de armas feita pelo adversário.

 

APOIOS

O candidato do PT ainda sinalizou que telefonou para três adversários no primeiro turno após a definição do embate entre ele e Bolsonaro. Haddad relatou ter conversado, ao telefone, com Ciro Gomes (PDT), Guilherme Boulos (PSOL) e Marina Silva (Rede), porém não assegurou que os três devem apoiá-lo no segundo turno.

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